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A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) iniciou as suas actividades em Moçambique em 1981. A agência de Maputo abriu em Novembro de 1985. Durante estes trinta anos, a AFD interveio primeiro na reabilitação de infra-estruturas de base (telecomunicações, energia, água) e no apoio ao sector rural para as actividades tradicionais (pecuária) ou de exportação (algodão, cajú, copra), pois estendeu os seus financiamentos para os sectores de saúde e de meio ambiente. Photo © IcyU2
Notícias
Celebração dos 70 anos da Agência Francesa de Desenvolvimento e dos seus 30 anos de actividade em Moçambique
A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) organiza, de 7 a 12 de Fevereiro próximos, uma exposição fotográfica no Centro Cultural Franco-Moçambicano para celebrar um duplo aniversário: os seus 70 anos e os 30 anos de actividade em Moçambique. Nessa exposição serão apresentados os projectos financiados pela AFD em diferentes países (parte concebida em parceria com a Agência Fotográfica MAGNUM photos), bem como 4 projectos financiados em Moçambique. A mesma foi já exibida em várias cidades de França e em mais de 30 países, onde continua em exposição.
A inauguração da exposição está programada para o dia 7 de Fevereiro no CCFM, com a presença do S. Excia Sr. Embaixador de França e de um representante do governo moçambicano. O seu início está marcado para as 18h com uma conferência no decurso da qual a história e as actividades da AFD serão apresentadas de forma breve com enfoque particular para Moçambique.
O que é a AFD?
Criada em Londres em 2 de Dezembro de 1941, em plena efervescência da Segunda Guerra Mundial, a “Caixa Central da França Livre” atravessou várias épocas para tornar-se no que ela é hoje: a Agência Francesa de Desenvolvimento. Esta instituição financeira pública é o operador pivot da ajuda francesa ao desenvolvimento.
A AFD luta contra a pobreza, apoia o crescimento económico e participa na preservação dos bens públicos mundiais nos países em desenvolvimento, implementando desta forma a política francesa de ajuda ao desenvolvimento.
Presente em mais de 60 países, a AFD financia as acções de desenvolvimento implementadas no terreno pelos governos e colectividades locais, empresas públicas ou privadas e organizações não governamentais. Os projectos apoiados pela AFD visam o melhoramento das condições de vida das populações, o apoio ao crescimento económico e a preservação do meio ambiente: a escolarização das crianças, o apoio aos agricultores e às pequenas empresas, o melhoramento dos cuidados de saúde materno-infantil, do abastecimento de água e a luta contra o aquecimento global.
Em Moçambique, as vertentes prioritárias da intervenção da AFD inscrevem-se no âmbito da estratégia do governo moçambicano para a redução da pobreza e da estratégia da cooperação francesa. Trata-se das infra-estruturas (água no meio urbano, energia, transportes e telecomunicações) e do meio ambiente, especialmente o desenvolvimento do turismo em torno das áreas protegidas do país. Para além disso, a AFD apoia o sector privado através de financiamento directo ou da intermediação bancária, bem como ONGs francesas. Por fim, a AFD participa no apoio orçamental em Moçambique e financia a formação de médicos moçambicanos.
As fotografias apresentadas destacam os principais desafios a serem enfrentados em matéria de desenvolvimento, ilustrados pelo olhar muito pessoal dos sete fotógrafos da agência MAGNUM. Elas levam-nos a reflectir sobre diversas problemáticas tais como a agricultura, o apoio ao crescimento, a água e saneamento, a educação, o desenvolvimento urbano, os cuidados de saúde mãe-filho, os desafios do clima e do meio-ambiente e a electrificação rural. Para além disso, serão apresentados 4 projectos em Moçambique financiados pela AFD.
Fiquemos pois com encontro marcado para o dia 7 de Fevereiro no auditório do CCFM às 18h00 para descobrir esta exposição que poderá ser visitada até 12 de Fevereiro de 2012.
Assinatura de uma convenção para o financiamento de um estudo para a reabilitação da pista do aeroporto de Maputo
No dia 21 de Dezembro, a AFD e ADM assinaram uma convenção de subvenção de 1,6 MEUR. Este concurso permitirá financiar a realização de estudos antes do projecto para a reabilitação das infra-estruturas aeronáuticas do aéroporto internacional de Maputo.
É de sublinhar que a AFD implementa aqui uma subvenção do fundo fiduciário europeu para as infra-estruturas em Africa (EU-ITFA).
- Trata-se por um lado de reforçar a segurança operacional da exploração do aeroporto de Maputo ; à esse título, propõe-se focalizar a intervenção nas realizações ligadas às infra-estruturas como as pistas, as vias de circulação, as áreas de estacionamento, a balizagem luminosa, bem como o aprovisionamento em água e em combustível .
- Por outro lado, e para além dos aspectos de segurança, a modernização de aeroporto permitirá acompanhar a evolução da frequentação do aeroporto, em complemento do projecto de construção de novas terminais de passageiros (internacional e doméstico) e o frêt. Os efeitos serão nomeadamente positivos no sector do turismo que é uma das prioridades do Governo moçambicano.
Cerimónia de encerramento do projecto "Abastecimento de água potável em Maputo"
A AFD apoia desde 2005, o projeto de abastecimento em água potável de Maputo (MSWP) através de uma subvensão de 7 milhões de euros. O projeto é implementado pelo "Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Agua" (FIPAG), responsável pelas infra-estruturas de água em meio urbano . O projecto visa aumentar o acesso à água potável das populações na aglomeração de Maputo, em particular as mais desfavorecidas.
Para marcar o fim das obras, uma cerimônia de inauguração da nova estação de tratamento de Umbeluzi e do centro de distribuição de Tsalala (Matola) foi organizada no dia 16 de Dezembro último, na presença do Sr. Armando Guebuza Emilio, Presidente da República de Moçambique.
Investimentos verdes em Moçaambique, qual o potencial ? : apresentação de um estudo do mercado financiado pela AFD
O banco de Moçambique e a Agência francesa de desenvolvimento (AFD), realizaram no dia 8 de Novembro de 2011 no Hotel VIP Maputo um seminário para a apresentação do estudo que analisou o potencial de investimentos verdes em Moçambique; Estes investimentos verdes são investimentos nos sectores de energia e do ambiente (energias renováveis, eficiência energética, proteção do meio ambiental e redução da poluição) das empresas.
Este seminário que contou com a participação de cerca de 50 pessoas permitiu validar as principais conclusões do estudo. O potencial é importante, mas terá necessidade para se materializar, de um quadro regulamentar incentivo.
Este estudo que foi realizado por Verde Azul e PPL internacional permitiu fornecer informações importantes para o desenvolvimento sustentável de Moçambique à diversas instituições, Ministérios, empresas e bancos.
Fundação Goodplanet – Desenvolvimento das unidades de compostagem de resíduos nos Camarões, em Moçambique e no Togo
Uma Subvenção de 500 000 € foi acordada pela AFD a Fundação Goodplanet para o cofinanciamento do projecto Africompost, cuja implementação será feita em parceria com a ONG francesa GEVALOR e três outras estruturas locais.
O projecto Africompost visa desenvolver nos 3 países da Africa (Camarões, Moçambique e Togo) unidades de compostagem de resíduos orgânicos. Em Moçambique já existe uma tal unidade de compostagem, criada pela empresa local Terra Nova em 2010 na cidade da Beira.
A gestão dos resíduos é um assunto que diz respeito a todas as cidades de Moçambique, onde na maioria dos casos, os resíduos colectados são depositados sem precaução nas lixeiras com a) os riscos de poluição do lençol freático e b) uma decomposição anaérobica que provoca a emissão de quantidades importantes de metano, gás contendo 21 vezes o poder do CO2 em matéria de aquecimento climático. Essas lixeiras são muitas vezes pequenas e/ou saturadas, por falta de novos espaços suficientes para criar novas instalações conformes as normas.
O projecto Africompost vai permitir desenvolver novas unidades de compostagem em cada um dos três países alvos. Essas unidades permitirão a reciclagem de resíduos orgânicos urbanos grâças a técnica de compostagem. Elas permitirão igualmente a racionalização da recolha de resíduos na cidade, reduzir a existência de lixeiras a céu aberto, reduzir as emissões de metano, oferecer às populações empregos estáveis. A valorização da adubação (resultante da compostagem) será assegurada através da criação de uma linha de produção de adubo orgânico destinado a melhoria da agricultura periurbana. Ela será igualmente assegurada pelo recurso a financiamentos carbono (valorização das emissões de metano evitadas pela compostagem).
O projecto deveria contribuir relativamente em cada unidade de compostagem na criação de 150 postos de trabalho e evitar a emissão de cerca de 150 toneladas de CO2 em média por unidade, num período de 10 anos.
O projecto será realiado em estreita colaboração com os Municípios que se ocuparão da gestão dos resíduos em administração directa. Uma coordenação e uma partilha de experiencias serão asseguradas com as ONG ESSOR e Africa 70, que realizam a pre-recolha dos residuos em certos bairros. Por último, a ONG GEVALOR, forte da sua experiência piloto em Madagáscar na cidade de Mahajanga será parceira do projecto para a montagem do dossier de financiamentos para os créditos carbono das unidades de compostagem.

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