Moçambique

A AFD em Moçambique

A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) iniciou as suas actividades em Moçambique em 1981. A agência de Maputo abriu em Novembro de 1985. Durante estes trinta anos, a AFD interveio primeiro na reabilitação de infra-estruturas de base (telecomunicações, energia, água) e no apoio ao sector rural para as actividades tradicionais (pecuária) ou de exportação (algodão, cajú, copra), pois estendeu os seus financiamentos para os sectores de saúde e de meio ambiente. Photo © IcyU2

Notícias

2/16/12 12:00 AM

Celebração dos 70 anos da Agência Francesa de Desenvolvimento e dos seus 30 anos de actividade em Moçambique

01/02/2012

A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) organiza, de 7 a 12 de Fevereiro próximos, uma exposição fotográfica no Centro Cultural Franco-Moçambicano para celebrar um duplo aniversário: os seus 70 anos e os 30 anos de actividade em Moçambique. Nessa exposição serão apresentados os projectos financiados pela AFD em diferentes países (parte concebida em parceria com a Agência Fotográfica MAGNUM photos), bem como 4 projectos financiados em Moçambique. A mesma foi já exibida em várias cidades de França e em mais de 30 países, onde continua em exposição.

A inauguração da exposição está programada para o dia 7 de Fevereiro no CCFM, com a presença do S. Excia Sr. Embaixador de França e de um representante do governo moçambicano. O seu início está marcado para as 18h com uma conferência no decurso da qual a história e as actividades da AFD serão apresentadas de forma breve com enfoque particular para Moçambique.

O que é a AFD?

Criada em Londres em 2 de Dezembro de 1941, em plena efervescência da Segunda Guerra Mundial, a “Caixa Central da França Livre” atravessou várias épocas para tornar-se no que ela é hoje: a Agência Francesa de Desenvolvimento. Esta instituição financeira pública é o operador pivot da ajuda francesa ao desenvolvimento.
A AFD luta contra a pobreza, apoia o crescimento económico e participa na preservação dos bens públicos mundiais nos países em desenvolvimento, implementando desta forma  a política francesa de ajuda ao desenvolvimento.

Presente em mais de 60 países, a AFD financia as acções de desenvolvimento implementadas no terreno pelos governos e colectividades locais, empresas públicas ou privadas e organizações não governamentais. Os projectos apoiados pela AFD visam o melhoramento das condições de vida das populações, o apoio ao crescimento económico e a preservação do meio ambiente: a escolarização das crianças, o apoio aos agricultores e às pequenas empresas, o melhoramento dos cuidados de saúde materno-infantil, do abastecimento de água e a luta contra o aquecimento global.

Em Moçambique, as vertentes prioritárias da intervenção da AFD inscrevem-se no âmbito da estratégia do governo moçambicano para a redução da pobreza e da estratégia da cooperação francesa. Trata-se das infra-estruturas (água no meio urbano, energia, transportes e telecomunicações) e do meio ambiente, especialmente o desenvolvimento do turismo em torno das áreas protegidas do país. Para além disso, a AFD apoia o sector privado através de financiamento directo ou da intermediação bancária, bem como ONGs francesas. Por fim, a AFD participa no apoio orçamental em Moçambique e financia a formação de médicos moçambicanos.

As fotografias apresentadas  destacam os principais desafios a serem enfrentados em matéria de desenvolvimento, ilustrados pelo olhar muito pessoal dos sete fotógrafos da agência MAGNUM. Elas levam-nos a reflectir sobre diversas problemáticas tais como a agricultura, o apoio ao crescimento, a água e saneamento, a educação, o desenvolvimento urbano, os cuidados de saúde mãe-filho, os desafios do clima e do meio-ambiente e a electrificação rural. Para além disso, serão apresentados 4 projectos em Moçambique financiados pela AFD.

Fiquemos pois com encontro marcado para o dia 7 de Fevereiro no auditório do CCFM às 18h00 para descobrir esta exposição que poderá ser visitada até 12 de Fevereiro de 2012.

Assinatura de uma convenção para o financiamento de um estudo para a reabilitação da pista do aeroporto de Maputo

16/12/2011

No dia 21 de Dezembro, a AFD e ADM assinaram uma convenção de subvenção de 1,6 MEUR. Este concurso permitirá financiar a realização de estudos antes do projecto para a reabilitação das infra-estruturas aeronáuticas do aéroporto internacional de Maputo.

É de sublinhar que a AFD implementa aqui uma subvenção do fundo fiduciário europeu para as infra-estruturas em Africa (EU-ITFA).

Na base dos resultados deste estudo, a AFD vai analisar a possibilidade de conceder um emprêstimo soberano de uma duração indicativa de 20 ans para financiar as obras necessárias.
 
O aéroporto de Maputo é o principal aeroporto do país em termos de tráfico e que joga um papel crucial para conectar Moçambique aos outros paises africanos bem como à Europa. O objectivo do project é duplo : 
  • Trata-se por um lado de reforçar a segurança operacional da exploração do aeroporto de Maputo ; à esse título, propõe-se focalizar a intervenção nas realizações ligadas às infra-estruturas como as pistas, as vias de circulação, as áreas de estacionamento, a balizagem luminosa, bem como o aprovisionamento em água e em combustível . 
  • Por outro lado, e para além dos aspectos de segurança, a modernização de aeroporto permitirá acompanhar a evolução da frequentação do aeroporto, em complemento do projecto de construção de novas terminais de passageiros (internacional e doméstico) e o frêt. Os efeitos serão nomeadamente positivos no sector do turismo que é uma das prioridades do Governo moçambicano.

Cerimónia de encerramento do projecto "Abastecimento de água potável em Maputo"

16/12/2011

A AFD apoia desde 2005, o projeto de abastecimento em água potável de Maputo (MSWP) através de uma subvensão de 7 milhões de euros. O projeto é implementado pelo "Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Agua" (FIPAG), responsável pelas infra-estruturas de água em meio urbano . O projecto visa aumentar o acesso à água potável das populações na aglomeração de Maputo, em particular as mais desfavorecidas.

Para marcar o fim das obras, uma cerimônia de inauguração da nova estação de tratamento de Umbeluzi e do centro de distribuição de Tsalala (Matola) foi organizada no dia 16 de Dezembro último, na presença do Sr. Armando Guebuza Emilio, Presidente da República de Moçambique.

A cooperação francesa esteve representada pelo embaixador da França para Moçambique, Sr. Christian Daziano, pela equipa local da AFD na pessoa do seu Director, Sr. Dimitri Kanounnikoff e pelo seu encarregado de projecto para o sector da água/recursos naturais, Sr. Ghislain Rieb. Estiveram igualmente presentes na cerimónia numerosos representantes das autoridades locais, parceiros técnicos do projecto bem como outros financiadores (BEI, UE, Países Baixos).
 
A cerimónia permitiu ilustrar os notáveis progressos realizados pelo Fipag em matéria de distribuição de água potável na aglomeração de Maputo, com o apoio do projecto (taxa de cobertura superior a 70%, reduzindo perdas). Ela permitiu também anunciar a continuidade da colaboração com a comunidade internacional e com a França em particular. Assim, à partir de Janeiro de 2012, um empréstimo soberano de 40 M€ consentido pela AFD à República de Moçambique deverá ser assinado e retrocedido ao FIPAG para dar continuidade às obras de extensão de rede e da criação de um novo centro de distribuição no norte da aglomeração de Maputo, o que permitirá o acesso à água potável à 100% no horizonte 2017.

Investimentos verdes em Moçaambique, qual o potencial ? : apresentação de um estudo do mercado financiado pela AFD

16/11/2011

O banco de Moçambique e a Agência francesa de desenvolvimento (AFD), realizaram no dia 8 de Novembro de 2011 no Hotel VIP Maputo um seminário para a apresentação do estudo que analisou o potencial de investimentos verdes em Moçambique; Estes investimentos verdes são investimentos nos sectores de energia e do ambiente (energias renováveis, eficiência energética, proteção do meio ambiental e redução da poluição) das empresas.

Este seminário que contou com a participação de cerca de 50 pessoas permitiu validar as principais conclusões do estudo. O potencial é importante, mas terá necessidade para se materializar, de um quadro regulamentar incentivo.

Este estudo que foi realizado por Verde Azul e PPL internacional permitiu fornecer informações importantes para o desenvolvimento sustentável de Moçambique à diversas instituições, Ministérios, empresas e bancos.
 

Fundação Goodplanet – Desenvolvimento das unidades de compostagem de resíduos nos Camarões, em Moçambique e no Togo

12/10/2011

Uma Subvenção de 500 000 € foi acordada pela AFD a Fundação Goodplanet para o cofinanciamento do projecto Africompost, cuja implementação será feita em parceria com a ONG francesa GEVALOR e três outras estruturas locais.

O projecto Africompost visa desenvolver nos 3 países da Africa (Camarões, Moçambique e Togo) unidades de compostagem de resíduos orgânicos. Em Moçambique já existe uma tal unidade de compostagem, criada pela empresa local Terra Nova em 2010 na cidade da Beira.

A gestão dos resíduos é um assunto que diz respeito a todas as cidades de Moçambique, onde na maioria dos casos, os resíduos colectados são depositados sem precaução nas lixeiras com a) os riscos de poluição do lençol freático e b) uma decomposição anaérobica que provoca a emissão de quantidades importantes de metano, gás contendo 21 vezes o poder do CO2 em matéria de aquecimento climático. Essas lixeiras são muitas vezes pequenas e/ou saturadas, por falta de novos espaços suficientes para criar novas instalações conformes as normas.

O projecto Africompost vai permitir desenvolver novas unidades de compostagem em cada um dos três países alvos. Essas unidades permitirão a reciclagem de resíduos orgânicos urbanos grâças a técnica de compostagem. Elas permitirão igualmente a racionalização da recolha de resíduos na cidade, reduzir a existência de lixeiras a céu aberto, reduzir as emissões de metano, oferecer às populações empregos estáveis. A valorização da adubação (resultante da compostagem) será assegurada através da criação de uma linha de produção de adubo orgânico destinado a melhoria da agricultura periurbana. Ela será igualmente assegurada pelo recurso a financiamentos carbono (valorização das emissões de metano evitadas pela compostagem).

O projecto deveria contribuir relativamente em cada unidade de compostagem na criação de 150 postos de trabalho e evitar a emissão de cerca de 150 toneladas de CO2 em média por unidade, num período de 10 anos.

O projecto será realiado em estreita colaboração com os Municípios que se ocuparão da gestão dos resíduos em administração directa. Uma coordenação e uma partilha de experiencias serão asseguradas com as ONG ESSOR e Africa 70, que realizam a pre-recolha dos residuos em certos bairros. Por último, a ONG GEVALOR, forte da sua experiência piloto em Madagáscar na cidade de Mahajanga será parceira do projecto para a montagem do dossier de financiamentos para os créditos carbono das unidades de compostagem.
 

 
 
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