AFD: ator importante e inovador no financiamento pró-clima

A AFD no Brasil

Brasil 

                                                    Photo © Guillaume Chiron  

Com pouco mais de 200 milhões de habitantes e uma superfície de 8,5 milhões de km ², o Brasil se situa entre as potências emergentes do mundo, mostrando-se como um ator incontornável nas negociações internacionais. No entanto, o país atualmente enfrenta inúmeros desafios econômicos, sociais e ambientais - empecilhos pra o alcance de um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Para adquirir uma maior competitividade, o Brasil necessita formar uma mão-de-obra qualificada, melhorar sua produtividade e desenvolver suas infraestruturas. Apesar de suas políticas sociais ambiciosas, mais de um quarto dos habitantes das megalópoles do Rio de Janeiro e de São Paulo ainda vivem em favelas, de modo que o Brasil continua pertencendo ao grupo dos países mais desiguais do mundo. Por fim, a preservação de seus recursos naturais, que são excepcionalmente ricos, constitui-se em outro grande desafio.

 

Atualidades

Mostrar que soluções existem com a projeção do filme “Demain”

14/12/2016

A turnê do filme “Demain” chegou ao Brasil! O filme laureado César 2016 de melhor documentário foi projetado no dia 7 de dezembro, dando a oportunidade de vislumbrar como poderia ser o mundo de amanhã e de concretizar um projeto de educação para o desenvolvimento com a Escola Francesa de Brasília.

 

Quando cinema rima com desenvolvimento sustentável

A agência AFD de Brasília organizou em 7 de dezembro a projeção do filme Demain , laureado César de melhor documentário em 2016.

Uma projeção vivamente encorajada pela AFD, que participou financeiramente da realização do documentário e que vê este filme como uma ferramenta de conscientização quanto ao desenvolvimento sustentável.

O evento reuniu entre outros uma centena de representantes de embaixadas, ministérios, bancos e universidades brasileiras.

 

Soluções para as crises ecológica, econômica e social

“Demain” é sobre uma viagem dos realizadores Cyril Dion e Mélanie Laurent, que partem juntos a uma equipe de 4 pessoas para investigar e compreender o que poderia ser feito para evitar o desaparecimento catostrófico de uma parte da humanidade de agora até 2100, como anunciada por um estudo.

Eles viajaram para 10 países (França e Ilha Reunião, Índia, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Bélgica, Suíça, Suécia e Islândia) para descobrir iniciativas positivas e concretas que já funcionam e que nos permitem imaginar como poderia ser o mundo de amanhã.

Um filme verdadeiramente positivo e portador de soluções que a AFD deseja valorizar através de sua rede de agências ao redor do mundo.

 

Uma parceria com a Escola francesa para conscientizar a juventude

Em paralelo à projeção do filme, uma parceria entre a agência de Brasília e a Escola francesa de Brasília foi lançada a fim de desenvolver ações a longo prazo.

Em 2017, ano de comemoração dos 10 anos da agência no Brasil, uma turma de alunos da Escola viajará para o estado de Minas Gerais para descobrir os projetos da AFD a favor do clima, no contexto da iniciativa “Reporters du développement”.

 

Alunos que em breve serão “Repórteres do desenvolvimento”

Uma iniciativa que provoca o encontro entre especialistas da AFD e jovens da Escola em campo. O objetivo? Explicar aos mais jovens os desafios do desenvolvimento sustentável, bem como os projetos da Agência para que eles se coloquem na pele de verdadeiros repórteres a fim de testemunhar suas experiências.

Estando em campo, os alunos da Escola francesa poderão levar um novo olhar sobre o desenvolvimento e fazer suas próprias reportagens para o jornal da escola e o blog da iniciativa.

 

Descubra a iniciativa “Reporters du développement”



Qual é o link entre « bens comuns » e ajuda ao desenvolvimento ? Um encontro para você saber tudo

25/11/2016

Como parte das comemorações de seus 75 anos, a AFD organizará nos próximos dias 1 e 2 de dezembro sua 12ª Conferência Internacional sobre Desenvolvimento em Paris. No centro das discussões destes dois dias:  as relações entre bens comuns e desenvolvimento.

Usuários e cidadãos no coração dos processos

A lógica dos bens comuns questiona os fundamentos tradicionais da economia, do direito, da sociologia e das ciências políticas. Colocando os usuários e os cidadãos no coração dos processos de regulação e de gestão, ela traz sentido para uma agência de ajuda ao desenvolvimento.

Esta noção mais atual será considerada nos dias 1º e 2 de dezembro na 12ª Conferência Internacional sobre Desenvolvimento, organizado pela AFD em Paris, “Comuns e Desenvolvimento:  quais as contribuições e limites dos comuns para a ajuda ao desenvolvimento?”

O objetivo deste evento: reunir e discutir sobre práticas e pesquisas conduzidas a respeito da relação entre Comuns e dinâmicas de desenvolvimento.

A conferência será introduzida e fechada por Gaël Giraud, economista-chefe da AFD. Entre os palestrantes confirmados, estão Jean-Michel Severino (Investidores e Parceiros), Ravi Kanbur (Universidade de Cornell), Amy Dahan (CNRS-EHESS), Eduardo S. Brondizio (Universidade de Indiana), Chimère Diaw (Rede africana de florestas modelo) e Christophe Sand (Instituto de Arqueologia da Nova Caledônia e do Pacífico).

As inscrições ainda estão abertas através do seguinte endereço ► http://www.communsetdeveloppement-afd2016.com

                                                                                    

Reveja as publicações do blog ID4D

 

·         E nossos vídeos sobre os Comuns   http://bit.ly/2fnXWxi

 



A bioenergia : uma aposta para o clima ?

03/11/2016

Às vésperas da COP 22 em Marraquexe, a AFD participou do seminário franco-brasileiro sobre a bioenergia, que aconteceu nos dias 24 e 25 de outubro em Brasília. O objetivo: discutir sobre o potencial da biomassa para o desenvolvimento de biocombustíveis.

 

O seminário de bioenergia reuniu em Brasília vários atores franceses e brasileiros: centros de pesquisa, empresas e instituições de desenvolvimento estiveram presentes.

No centro dos debates, estava a contribuição da bioenergia e dos bioprodutos para a concretização do Acordo de Paris sobre o clima. Os diferentes atores poderam, assim, discutir sobre o potencial da biomassa celulósica para o desenvolvimento do bioetanol e do biodiesel. 
 
Para apoiar este evento, a AFD se associou ao pólo de competitividade Indústria e Agro-Recursos (IAR) Picardie, que coordena  um clube de parceiros franco-brasileiros sobre a bioeconomia, e à Embaixada da França.
 
A AFD esteve representada por Laurent Duriez, diretor da agência de Brasilia, que participou da abertura, e por Christian de Gromard, especialista em energia da AFD, que conduziu junto com outros especialistas a mesa redonda sobre as oportunidades de parcerias de negócios.
 
 
Lançamento da iniciativa “Biofuture”
 
As autoridades brasileiras, que pretendem promover o setor de bioetanol de segunda geração a partir da cana de açúcar, anunciaram a intenção de lançar durante a COP 22 uma iniciativa internacional sobre o desenvolvimento de bioenergias, batizada de “Biofuture”, e convidaram a França a participar.
 

A bioenergia no seio da parceria entre a AFD e o BNDES
 
Situada na interseção entre a luta contra as mudanças climáticas, a inovação tecnológica a serviço da aceleração da transição energética e o desenvolvimento local sustentável, a bioenergia faz parte dos temas desenvolvidos pela Agência no Brasil, principalmente por meio de sua parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 


Lançamento do projeto GEMMES no Brasil: integrar energia e clima nos modelos macroeconômicos

18/10/2016

O Brasil foi escolhido pela AFD como um dos países-piloto para o desenvolvimento de seu projeto Gemmes. Um oportunidade de saber mais sobre esta ferramenta de modelização econômica voltada para a transição energética.

 

Gemmes, o que é?

Gemmes (que significa Generalized Monetary Multisectoral Macrodynamics for the Ecological Shift) é uma ferramenta de modelização macroeconômica que faz uma integração entre a esfera financeira e as mudanças climáticas para analisar as suas influências no ambiente macroeconômico a longo prazo. 
A ferramenta também tem como objetivo dar uma luz para os desafios contemporâneos dos países emergentes e em desenvolvimento: emprego e desemprego, desigualdades, transição energética, endividamento público e privado e impacto no crescimento.
 
 
Uma parceria com o IPEA
 
Para desenvolver o modelo Gemmes levando em conta as especificidades do Brasil, uma colaboração científica foi iniciada com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que é parceiro da agência no Brasil desde 2014. 
 
O IPEA empregará um pesquisador que trabalhará neste projeto durante 3 anos, com o apoio financeiro da AFD. 
 
Para que o projeto tenha uma visão abrangente do cenário universitário e econômico brasileiro, um comitê de gestão também será implantado, a fim de associar outras instituições brasileiras.
 
 
A transição energética em debate
 
Primeiro encontro, de lançamento do Gemmes, aconteceu sob a forma de um ateliê sobre transição energética, no dia 19 de setembro, no Rio de Janeiro.
 
Como adaptar o modelo de consumo e de produção energética aos desafios do aquecimento global? Conduzido pelo economista-chefe da AFD, Gaël Giraud, o evento proporcionou o debate do tema com representantes de instituições e universidades brasileiras, como o IPEA, o BNDES, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Rede Brasileira de Pesquisas Sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
 
O ateliê aconteceu na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 
Cruzar a pesquisa e o operacional
 
Este ateliê estava inserido no quadro de uma missão de alto nível da AFD no Brasil, que trouxe seu economista-chefe e sua diretora de operações.
 
O objetivo: fazer uma intersecção entre as perspectivas operacionais a longo prazo no país e uma visão advinda da pesquisa sobre os grandes desafios econômicos.
 


 
 
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