AFD: ator importante e inovador no financiamento pró-clima

A AFD no Brasil

Brasil 

                                                    Photo © Guillaume Chiron  

Com pouco mais de 200 milhões de habitantes e uma superfície de 8,5 milhões de km ², o Brasil se situa entre as potências emergentes do mundo, mostrando-se como um ator incontornável nas negociações internacionais. No entanto, o país atualmente enfrenta inúmeros desafios econômicos, sociais e ambientais - empecilhos pra o alcance de um desenvolvimento sustentável e inclusivo. Para adquirir uma maior competitividade, o Brasil necessita formar uma mão-de-obra qualificada, melhorar sua produtividade e desenvolver suas infraestruturas. Apesar de suas políticas sociais ambiciosas, mais de um quarto dos habitantes das megalópoles do Rio de Janeiro e de São Paulo ainda vivem em favelas, de modo que o Brasil continua pertencendo ao grupo dos países mais desiguais do mundo. Por fim, a preservação de seus recursos naturais, que são excepcionalmente ricos, constitui-se em outro grande desafio.

 

Atualidades

Rémy Rioux é nomeado diretor geral da AFD no Conselho de Ministros

25/05/2016

Por meio de indicação de François Hollande ao Parlamento no último 27 de abril e após um voto favorável por unanimidade dos deputados e pela maioria dos senadores, o Sr. Rémy Rioux, de 46 anos, foi nomeado hoje, no Conselho de Ministros, diretor geral da Agência Francesa de Desenvolvimento, Estabelecimento Público Industrial e Comercial, responsável pelo desenvolvimento dos países do Sul e da França ultramarina. Rémy Rioux é atualmente secretário geral adjunto do Ministério de Relações Exteriores e do Desenvolvimento Internacional e passará a comandar a AFD a partir de 2 de junho de 2016, tornando-se o 11º diretor geral da Agência.

Nascido em junho de 1969 em Neuilly-sur-Seine, ex-aluno da Escola Normal Superior da rue d’Ulm, da Sciences Po e da Escola Nacional de Administração - ENA, Rémy Rioux, historiador de formação, antigo aluno de Alain Corbin e Pierre Nora e conselheiro mestre do Tribunal de Contas, alternou, ao longo de sua carreira, suas responsabilidades na França e o seu serviço a favor do desenvolvimento e da África.

Rémy Rioux é noemado direto geral da AFD © Alain Buu


Aos 26 anos de idade, Rémy Rioux descobre o continente africano em ocasião de um estágio da ENA no Benin, em seguida torna-se um ativista pela promoção da harmonização do direito empresarial na África. Apaixonado pelo continente, lá ele passa a deixar a sua marca ao longo de sua carreira, estabelecendo fortes laços e adquirindo uma expertise reconhecida sobre as questões de desenvolvimento. No Tesouro, de 2004 a 2007 e depois de 2010 a 2012, ele contribuiu especialmente para modernizar a cooperação monetária junto aos países africanos membros da Zona do Franco, participa da resolução da crise marfinense e contribui para colocar as questões de infraestrutura e desenvolvimento no coração da agenda internacional do G20. Em seguida, ele passa a ser administrador da AFD e de sua filial PROPARCO.


Além disso, Rémy Rioux já exerceu cargos de liderança nos setores de energia e de defesa do Tribunal de Contas entre 1997 e 2004. Ele trabalhou no Ministério do Interior de 2000 a 2002, no gabinete do ministro Daniel Vaillant, estando responsável especialmente pelo orçamento e pela transição ao euro. Ele também já trabalhou na Agência de Parcipações do Estado, de 2007 a 2010, como diretor de participações dos setores de transporte e de mídia, participando do conselho de administração de diversas empresas (SNCF, RATP, ADP, Renault, France Télévisions, France Médias Monde, Arte, le Grand Port Maritime du Havre).


Em 2012, como diretor de gabinete do ministro da Economia, da Fazenda e do Comércio Exterior, Pierre Moscovici, ele participa ativamente da redefinição das relações econômicas entre a África e a França e dos trabalhos dirigidos por Jacques Attali acerca da francofonia econômica. Dois anos depois, Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Internacional, o nomeia como secretário adjunto do Quai d’Orsay, responsável especialmente pelas questões econômicas. Ao seu lado, ele passou a comandar a parte financeira das negociações para a COP 21.


Após o anúncio do presidente da República, em setembro de 2015, de um expansão da política francesa de desenvolvimento por meio do aumento dos financiamentos em 4 bilhões de euros até 2020, para atingir 12,5 bilhões em compromissos anuais (dos quais 5 bilhões sejam destinados para o clima), Rémy Rioux passou a ser responsável por uma missão de aproximação entre a AFD e a Caisse des Dépôts que deve fornecer à França instrumentos que a ajudem a enfrentar o desafio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Homem de diálogo e convicção, ele é também muito ligado à região de Massif Central, especialmente aos departamentos de Corrèze e de Lozère, onde ele costuma ficar na companhia de sua esposa e seus três filhos.

 

Datas importantes

  • 26 de junho de 1969 : Nasce, em Neuilly-sur-Seine, França
  • 1997: Auditor do Tribunal de Contas após sua saída da ENA (turma Marc Bloch), onde ele vai se tornar Conselheiro Mestre em 2013
  • 2001 e 2002: Conselheiro orçamentário do gabinete de Daniel Vaillant no Ministério do Interior.
  • 2003: Cargos de liderança nos setores de energia e de defesa no Tribunal de Contas
  • 2004: Direção do Tesouro, Chefe do escritório de Cooperação monetária e de desenvolvimento com países da África, Caribe, Pacífico e da Zona do Franco
  • 2007: Sub-diretor de transportes e de audiovisual da Agência de participações do Estado.
  • 2010: Sub-diretor de relações financeiras internacionais e desenvolvimento na Direção Geral do Tesouro
  • 2012 a 2014: Diretor de gabinete do sr. Pierre Moscovici no Ministério da Economia e da Fazenda.
  • 2014: Secretário Geral Adjunto do Ministério de Relações Exteriores e de Desenvolvimento Internacional, responsável especialmente pelas relações  econômicas
  • 2015: Responsável pelas questões financeiras dentro da equipe francesa de negociação para a COP 21.


Agir para a adaptação das cidades frente às mudanças climáticas

14/03/2016

Conscientes de suas vulnerabilidades, as metrópoles brasileiras se mobilizam para elaborarem planos de ação territorial de mudanças climáticas– e a AFD apoia tais iniciativas. Esta foi a mobilização principal da II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, ocorrida nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Em associação com o ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade, o grupo de secretários de meio ambiente das 26 capitais dos estados brasileiros e do Distrito Federal (CB27) se reuniu no final de fevereiro em Fortaleza para estabelecer um plano de ação “pós-COP 21”. A AFD participou do encontro, ao lado do Embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, para promover o plano de ação Lima-Paris, apoiado pela presidência francesa da COP, e para dialogar sobre o tema das cidades sustentáveis.



SUNREF, um selo para o financiamento verde

01/03/2016

O site da SUNREF está no ar. Ele é  dedicado ao financiamento de empresas por meio de bancos parceiros locais, fornecendo uma plataforma para a difusão de conhecimento e um canal de networking para atores do setor, visando uma melhor eficiência operacional. A página se insere na jornada para a constituição de um “ecossistema de financiamento verde”.


  O objetivo do programa SUNREF, o selo de financiamento verde da AFD, é de facilitar o acesso à uma energia sustentável que garanta o desenvolvimento de uma economia com menor emissão de carbono; assim como participar na mitigação das causas das mudanças climáticas. No Brasil, a AFD está engajada numa parceria com o BNDES, na forma de uma linha de crédito verde. Buscam-se apoiar investimentos de empresas que sejam voltados para o setor de energia, incluindo inovações (redes inteligentes e energias renováveis inovadoras, como a solar), eficiência  e energias renováveis (eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa de segunda geração).



 
 
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