AFD: ator importante e inovador no financiamento pró-clima

A AFD no Brasil

Brasil 

                                                    Photo © Guillaume Chiron  

Com pouco mais de 200 milhões de habitantes e uma superfície de 8,5 milhões de km ², o Brasil se situa entre as potências emergentes do mundo, mostrando-se como um ator incontornável nas negociações internacionais. No entanto, o país atualmente enfrenta inúmeros desafios econômicos, sociais e ambientais - empecilhos pra o alcance de um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Para adquirir uma maior competitividade, o Brasil necessita formar uma mão-de-obra qualificada, melhorar sua produtividade e desenvolver suas infraestruturas. Apesar de suas políticas sociais ambiciosas, mais de um quarto dos habitantes das megalópoles do Rio de Janeiro e de São Paulo ainda vivem em favelas, de modo que o Brasil continua pertencendo ao grupo dos países mais desiguais do mundo. Por fim, a preservação de seus recursos naturais, que são excepcionalmente ricos, constitui-se em outro grande desafio.

 

Atualidades

A AFD participa do IV EMDS

24/04/2017

A Agência Francesa de Desenvolvimento está participando da quarta edição do Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), de 24 a 28 de abril, em Brasília. Na ocasião, a Agência apresenta sua exposição “Esperança na Cidade”, criada para o fórum urbano Habitat 3 em 2016: em imagens, seis cidades no mundo onde são realizados projetos da AFD a serviço de uma cidade sustentável. Entre essas, Curitiba e Fortaleza.
 

“Smart cities”: empresas francesas que estão fazendo sucesso

Como cada vez mais, no mundo, as cidades estão se responsabilizando e implementando novas tecnologias de ponta a serviço do meio ambiente, as “cidades inteligentes” serão destaque durante o evento.

A presença francesa será forte, principalmente no dia 27 de abril: empresas francesas apresentarão suas tecnologias sustentáveis a partir de iniciativas concretas já implementadas em algumas das cidades francesas inteligentes: as chamadas “smart cities”.

Para a ocasião, as iniciativas públicas e privadas da #EcoFrança compartilharão suas experiências na gestão destas cidades inteligentes, que otimizam as ferramentas de comunicação e de administração a serviço de uma cidade mais responsável, oferecendo mais bem-estar para seus habitantes.

O evento possibilitará também ao embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, de apresentar um balanço da cooperação franco-brasileira.
 

Rumo a uma cidade compartilhada?

Ao longo desta semana, a AFD também irá apresentar a sua exposição “Esperança na cidade” (espaço Expo Cidades).

Realizada no contexto do fórum urbano Habitat 3 das Nações Unidas, esta exposição urbana se pergunta sobre a cidade de amanhã e apresenta fotografias de duas cidades brasileiras, Curitiba e Fortaleza, além de quatro outras cidades: Santo Domingo (República Dominicana), Joanesburgo (África do Sul), Cochim (Índia) e Medellín (Colômbia).

Photo © Benjamin Petit / AFD

 

A exposição mostra em imagens os desafios e soluções para o desenvolvimento urbano propostas pela AFD nestas cidades. Soluções para pensar em uma cidade do amanhã mais aberta, mais justa e mais sustentável.

 

Mais informações no vídeo da Conselheira de Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da França no Brasil, Françoise Meteyer

Site oficial do evento para a programação detalhada
 

 



Cooperação científica em torno do projeto de pesquisa Gemmes

13/04/2017

A AFD firmou uma colaboração científica com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). No centro desta cooperação: Gemmes, uma ferramenta de modelização macroeconômica da AFD que integra a esfera financeira e as mudanças climáticas.

A AFD e o IPEA assinaram no dia 11 de abril de 2017 um acordo de cooperação para a pesquisa sobre a modelização macroeconômica voltada para a transição energética.

Um olhar sobre a transição energética

O Brasil faz parte dos países-piloto para o desenvolvimento da ferramenta de modelização macroeconômica Gemmes (de Generalized Monetary Mutlisectoral Macrodynamics for the Ecological Shift), conduzida pela Agência Francesa de Desenvolvimento.
Um ferramenta que tem por objetivo dar uma luz para os desafios contemporâneos dos países emergentes e em desenvolvimento: emprego e desemprego, desigualdades, transição energética, endividamento público e privado e impacto sobre o crescimento. Será também dotado de um módulo de clima a fim de elaborar cenários prospectivos de avaliação de impacto.
Compromisso com o IPEA
Esta colaboração científica, firmada com o IPEA, mobilizará um pesquisador brasileiro durante 3 anos, que será associado aos trabalhos da equipe de pesquisa do GEMMES em Paris. Um seminário de alto nível sobre este tema da modelização será organizado no Brasil no segundo semestre de 2017.
 


Quando o Brasil se pergunta sobre o mundo de amanhã

30/03/2017

Um debate em torno do filme Demain (amanhã, em português), que ganhou o prêmio César de melhor documentário, aconteceu em Brasília no dia 20 de março. Reunindo representantes de vários ministérios brasileiros, o evento foi organizado pelo Ministério de Minas e Energia em colaboração com a agência AFD de Brasília.

Debate interministerial sobre os desafios levantados pelo filme

Demain é um filme absolutamente positivo que imagina o mundo de amanhã e propõe uma volta ao mundo de soluções e inovações nos diversos setores: agricultura, economia, educação, etc.

O que foi projetado no evento organizado pelo ministério de Minas e Energia e a AFD no dia 20 de março de 2017 foram extratos adaptados ao contexto brasileiro. No programa, soluções sustentáveis nas áreas de energia, de transporte, de gestão de resíduos. O evento reuniu um público variado: funcionários dos ministérios e de instituições brasileiras, representantes da embaixada da França e da AFD.
 

Soluções aplicáveis ao Brasil?

A projeção permitiu introduzir um debate que foi conduzido por Carlos Alexandre Principe Pires, diretor do departamento de desenvolvimento energético do ministério de Minas e Energia. Um debate principalmente dedicado aos desafios brasileiros, às ações conduzidas pelo governo e à pertinência das soluções propostas pelo filme para um país como o Brasil.

Entre os participantes, estavam Sergio Cotrim, gerente de projeto do Departamento de Repasses a Projetos de Saneamento do Ministérios das Cidades; André Nunes, coordenador geral de Planejamento e Programação de Investimentos do DNIT – Ministério dos Transportes; e Raquel Breda, diretora do Departamento de Desenvolvimento, Produção e Consumos Sustentáveis do Ministério do Meio Ambiente.
 



Mobilidade urbana : um estudo piloto para a metrópole do Rio

17/02/2017

Transformar uma velha linha de trens de frete, barreira para o desenvolvimento urbano, em um eixo de transporte coletivo feito para favorecer o dinamismo do território: este é o desafio levantado por uma equipe de consultores franco-brasileira (Systra-Tectran), em parceria com o Ateliê Parisiense de Urbanismo (APUR).

 

As agências de urbanismo se engajam internacionalmente

O crescimento demográfico se opera principalmente nas cidades, particularmente nas cidades do Sul Global. Diante deste fato, a cooperação francesa mobiliza vários atores para acompanhar o crescimento urbano, principalmente as agências de urbanismo.

Verdadeira fonte de expertise e de know-how, as agências de urbanismo francesas se engajam cada vez mais no cenário internacional para compartilhar suas competências: planejamento urbano, desenvolvimento a longo prazo, mobilidade, etc.

O Ateliê Parisiense de Urbanismo, uma das agências francesas mais presentes no exterior, está assim mobilizada junto a uma equipe franco-brasileira no Rio de Janeiro para realizar um estudo piloto apoiado pela AFD. O desafio? Transformar uma velha linha de trens de frete em um eixo de transporte coletivo desenvolvido para favorecer o dinamismo do território.

 

Reabilitar uma linha de frete para o transporte de passageiros

Esta linha de trens de frete é o “Corredor Pavuna – Arco Metropolitano”, um eixo ferroviário de frete que atravessa 4 municípios da periferia do Rio em 18 quilômetros. Este eixo será transformado em um sistema de transporte de passageiros a fim de melhorar a mobilidade urbana.

A área do estudo compreende um corredor de 750 metros em ambos os lados deste eixo. Ela se carateriza por diversas carências em termos de emprego e de serviços e equipamentos públicos, demonstrando uma forte dependência no Rio de Janeiro.

 

 

O objetivo do estudo: dar orientações para o desenvolvimento urbano para esta parte de 750 metros ao longo do corredor, para uma ocupação urbana que favoreça o dinamismo do território.

Os primeiros resultados do trabalho sobre o corredor foram apresentados no dia 15 de fevereiro aos atores da megalópole do Rio (prefeituras, câmara metropolitana), na presença do Consul geral, do serviço econômico regional e da AFD.

O estudo, que terminará até o final de abril, é financiado por meio do Fonds d’expertise technique et d’échanges d’expériences (FEXTE), no quadro da convenção de cooperação entre a AFD e o Estado do Rio de Janeiro. Esta ferramenta da AFD permite financiar programas de cooperação técnica nos países de renda intermediária a fim de alimentar o diálogo sobre as políticas públicas ao mesmo tempo em que valoriza o know-how francês.

 

Uma abordagem integrada inovadora para o Rio

Esta abordagem integrada, associando transporte e desenvolvimento urbano ao longo de um grande eixo, é novidade para a Câmara Metropolitana do Rio e complementa sua estratégia de planejamento do desenvolvimento da cidade, que é também apoiada pelo Banco Mundial.

Ela tem vocação para servir de modelo para outros projetos com a mesma metodologia de trabalho, implicando por sua vez os decisores nas diferentes escalas da administração pública e os operadores privados.
 



 
 
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