AFD: ator importante e inovador no financiamento pró-clima

A AFD no Brasil

Brasil 

                                                    Photo © Guillaume Chiron  

Com pouco mais de 200 milhões de habitantes e uma superfície de 8,5 milhões de km ², o Brasil se situa entre as potências emergentes do mundo, mostrando-se como um ator incontornável nas negociações internacionais. No entanto, o país atualmente enfrenta inúmeros desafios econômicos, sociais e ambientais - empecilhos pra o alcance de um desenvolvimento sustentável e inclusivo. Para adquirir uma maior competitividade, o Brasil necessita formar uma mão-de-obra qualificada, melhorar sua produtividade e desenvolver suas infraestruturas. Apesar de suas políticas sociais ambiciosas, mais de um quarto dos habitantes das megalópoles do Rio de Janeiro e de São Paulo ainda vivem em favelas, de modo que o Brasil continua pertencendo ao grupo dos países mais desiguais do mundo. Por fim, a preservação de seus recursos naturais, que são excepcionalmente ricos, constitui-se em outro grande desafio.

 

Atualidades

Qual é o link entre « bens comuns » e ajuda ao desenvolvimento ? Um encontro para você saber tudo

25/11/2016

Como parte das comemorações de seus 75 anos, a AFD organizará nos próximos dias 1 e 2 de dezembro sua 12ª Conferência Internacional sobre Desenvolvimento em Paris. No centro das discussões destes dois dias:  as relações entre bens comuns e desenvolvimento.

Usuários e cidadãos no coração dos processos

A lógica dos bens comuns questiona os fundamentos tradicionais da economia, do direito, da sociologia e das ciências políticas. Colocando os usuários e os cidadãos no coração dos processos de regulação e de gestão, ela traz sentido para uma agência de ajuda ao desenvolvimento.

Esta noção mais atual será considerada nos dias 1º e 2 de dezembro na 12ª Conferência Internacional sobre Desenvolvimento, organizado pela AFD em Paris, “Comuns e Desenvolvimento:  quais as contribuições e limites dos comuns para a ajuda ao desenvolvimento?”

O objetivo deste evento: reunir e discutir sobre práticas e pesquisas conduzidas a respeito da relação entre Comuns e dinâmicas de desenvolvimento.

A conferência será introduzida e fechada por Gaël Giraud, economista-chefe da AFD. Entre os palestrantes confirmados, estão Jean-Michel Severino (Investidores e Parceiros), Ravi Kanbur (Universidade de Cornell), Amy Dahan (CNRS-EHESS), Eduardo S. Brondizio (Universidade de Indiana), Chimère Diaw (Rede africana de florestas modelo) e Christophe Sand (Instituto de Arqueologia da Nova Caledônia e do Pacífico).

As inscrições ainda estão abertas através do seguinte endereço ► http://www.communsetdeveloppement-afd2016.com

                                                                                    

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·         E nossos vídeos sobre os Comuns   http://bit.ly/2fnXWxi

 



A bioenergia : uma aposta para o clima ?

03/11/2016

Às vésperas da COP 22 em Marraquexe, a AFD participou do seminário franco-brasileiro sobre a bioenergia, que aconteceu nos dias 24 e 25 de outubro em Brasília. O objetivo: discutir sobre o potencial da biomassa para o desenvolvimento de biocombustíveis.

 

O seminário de bioenergia reuniu em Brasília vários atores franceses e brasileiros: centros de pesquisa, empresas e instituições de desenvolvimento estiveram presentes.

No centro dos debates, estava a contribuição da bioenergia e dos bioprodutos para a concretização do Acordo de Paris sobre o clima. Os diferentes atores poderam, assim, discutir sobre o potencial da biomassa celulósica para o desenvolvimento do bioetanol e do biodiesel. 
 
Para apoiar este evento, a AFD se associou ao pólo de competitividade Indústria e Agro-Recursos (IAR) Picardie, que coordena  um clube de parceiros franco-brasileiros sobre a bioeconomia, e à Embaixada da França.
 
A AFD esteve representada por Laurent Duriez, diretor da agência de Brasilia, que participou da abertura, e por Christian de Gromard, especialista em energia da AFD, que conduziu junto com outros especialistas a mesa redonda sobre as oportunidades de parcerias de negócios.
 
 
Lançamento da iniciativa “Biofuture”
 
As autoridades brasileiras, que pretendem promover o setor de bioetanol de segunda geração a partir da cana de açúcar, anunciaram a intenção de lançar durante a COP 22 uma iniciativa internacional sobre o desenvolvimento de bioenergias, batizada de “Biofuture”, e convidaram a França a participar.
 

A bioenergia no seio da parceria entre a AFD e o BNDES
 
Situada na interseção entre a luta contra as mudanças climáticas, a inovação tecnológica a serviço da aceleração da transição energética e o desenvolvimento local sustentável, a bioenergia faz parte dos temas desenvolvidos pela Agência no Brasil, principalmente por meio de sua parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 


Lançamento do projeto GEMMES no Brasil: integrar energia e clima nos modelos macroeconômicos

18/10/2016

O Brasil foi escolhido pela AFD como um dos países-piloto para o desenvolvimento de seu projeto Gemmes. Um oportunidade de saber mais sobre esta ferramenta de modelização econômica voltada para a transição energética.

 

Gemmes, o que é?

Gemmes (que significa Generalized Monetary Multisectoral Macrodynamics for the Ecological Shift) é uma ferramenta de modelização macroeconômica que faz uma integração entre a esfera financeira e as mudanças climáticas para analisar as suas influências no ambiente macroeconômico a longo prazo. 
A ferramenta também tem como objetivo dar uma luz para os desafios contemporâneos dos países emergentes e em desenvolvimento: emprego e desemprego, desigualdades, transição energética, endividamento público e privado e impacto no crescimento.
 
 
Uma parceria com o IPEA
 
Para desenvolver o modelo Gemmes levando em conta as especificidades do Brasil, uma colaboração científica foi iniciada com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que é parceiro da agência no Brasil desde 2014. 
 
O IPEA empregará um pesquisador que trabalhará neste projeto durante 3 anos, com o apoio financeiro da AFD. 
 
Para que o projeto tenha uma visão abrangente do cenário universitário e econômico brasileiro, um comitê de gestão também será implantado, a fim de associar outras instituições brasileiras.
 
 
A transição energética em debate
 
Primeiro encontro, de lançamento do Gemmes, aconteceu sob a forma de um ateliê sobre transição energética, no dia 19 de setembro, no Rio de Janeiro.
 
Como adaptar o modelo de consumo e de produção energética aos desafios do aquecimento global? Conduzido pelo economista-chefe da AFD, Gaël Giraud, o evento proporcionou o debate do tema com representantes de instituições e universidades brasileiras, como o IPEA, o BNDES, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Rede Brasileira de Pesquisas Sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
 
O ateliê aconteceu na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 
Cruzar a pesquisa e o operacional
 
Este ateliê estava inserido no quadro de uma missão de alto nível da AFD no Brasil, que trouxe seu economista-chefe e sua diretora de operações.
 
O objetivo: fazer uma intersecção entre as perspectivas operacionais a longo prazo no país e uma visão advinda da pesquisa sobre os grandes desafios econômicos.
 


Gênero: « Casas da Mulher Brasileira » para acabar com a violência doméstica

04/08/2016

A agência de Brasília visitou no dia 18 de julho a “Casa da Mulher Brasileira”, um dos três centros existentes no Brasil especializados no acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. O novo centro reúne em um mesmo lugar os serviços de polícia, judiciários e sociais.

Lutar contra a violência cometida contra as mulheres

Em 2014, o disque-denúncia (180) recebeu 18.869 denúncias de violência contra mulheres.

As “Casas da Mulher” constituem uma das principais medidas do programa “Mulher, viver sem violência”, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 2013 e que integra as ações do governo federal, estados e municípios.

Uma das três melhores leis do mundo contra violência doméstica

Este programa tem por objetivo a aplicação efetiva da lei “Maria da Penha” de 2006, reconhecida pela ONU como uma das três melhores leis do mundo contra violência doméstica.

As “Casas da Mulher Brasileira” permite às mulheres o recebimento de toda a assistência necessária após um episódio de agressão. Elas reúnem, em um espaço acolhedor, os diferentes serviços:

  • Equipe multidisciplinar para o acolhimento psicossocial;
  • Serviço de saúde;
  • Posto de polícia e serviço jurídico especializado;
  • Acolhimento das crianças de até 12 anos;
  • Abrigo de acolhimento temporário (24 horas);
  • Serviço de orientação profissional.

 

 

 

Promover a inserção profissional das mulheres

O centro também promove projetos de profissionalização das mulheres, almejando, ao mesmo tempo, a inserção delas no mercado de trabalho. A autonomia financeira é muitas vezes uma condição-chave para que elas saiam desse quadro de violência doméstica.

 

O compromisso da AFD com as questões de gênero

A visita da agência aconteceu após um ateliê de conscientização sobre gênero e redução das desigualdades mulheres-homens, reunindo a equipe da agência de Brasília junto com representates da Embaixada da França.

Essas iniciativas fazem parte do plano de ação da agência para a implementação da Estratégia de Intervenção Transversal “Gênero e redução das desigualdades mulheres-homens” da AFD. Sua finalidade: contribuir para um desenvolvimento sustentável, inclusivo e igualitário entre mulheres e homens.

 



 
 
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