AFD: ator importante e inovador no financiamento pró-clima

A AFD no Brasil

Brasil 

                                                    Photo © Guillaume Chiron  

Com pouco mais de 200 milhões de habitantes e uma superfície de 8,5 milhões de km ², o Brasil se situa entre as potências emergentes do mundo, mostrando-se como um ator incontornável nas negociações internacionais. No entanto, o país atualmente enfrenta inúmeros desafios econômicos, sociais e ambientais - empecilhos pra o alcance de um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Para adquirir uma maior competitividade, o Brasil necessita formar uma mão-de-obra qualificada, melhorar sua produtividade e desenvolver suas infraestruturas. Apesar de suas políticas sociais ambiciosas, mais de um quarto dos habitantes das megalópoles do Rio de Janeiro e de São Paulo ainda vivem em favelas, de modo que o Brasil continua pertencendo ao grupo dos países mais desiguais do mundo. Por fim, a preservação de seus recursos naturais, que são excepcionalmente ricos, constitui-se em outro grande desafio.

 

Atualidades

Mobilidade urbana em São Paulo : uma delegação brasileira vai a Paris para se inspirar em seu modelo

13/06/2016

Representantes de empresas de transportes de São Paulo foram a Paris a fim de se beneficiarem da expertise do Sindicato de Transportes de Île-de-France (STIF). Uma viagem de estudos que se inscreve no quadro de cooperação técnica em matéria de transportes urbanos entre a França e o Brasil.


Dar suporte a São Paulo na implementação de uma política de transporte
 

Seis executivos das empresas gestoras dos transportes urbanos do Estado de São Paulo estiveram em Paris de 6 a 10 de junho, a convite do Sindicato dos Transportes de Île-de-France (STIF).
A visita fazia parte do programa de cooperação técnica sobre governança e integração urbana dos projetos de transporte, a qual foi parcialmente financiada pela AFD, graças a um subsídio do Fundo de Expertise Técnica e de Intercâmbio de Experiências (FEXTE).


Como regular os transportes em São Paulo?


Esta primeira e importante etapa da cooperação permite dar suporte ao Estado de São Paulo na sua estratégia atual de implementação de uma autoridade regulatória dos transportes públicos. O objetivo é de melhor coordenar e regular a política de mobilidade urbana em toda a grande São Paulo, que é uma das maiores áreas urbanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes.


Expandir a rede graças ao VLT?


Um outro eixo é a extensão da rede de transportes de massa na região metropolitana, por meio da utilização da tecnologia do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A experiência do STIF é colocada à disposição para melhor identificar os estudos necessários para a inserção urbana deste tipo de transporte. A visita foi também uma oportunidade de valorizar o know-how reconhecido das empresas francesas nesta área, com uma visita às instalações do VLT de Île-de-France e com encontros com os operadores franceses.
 

No fim do ano, será a vez de uma equipe do STIF visitar São Paulo, a fim de implementar e adaptar ao contexto brasileiro as propostas e ideias que foram desenvolvidas pela delegação brasileira na ocasião de sua viagem de estudo à França.


Com vistas a dar suporte ao Rio de Janeiro e São Paulo na implementação de suas políticas de transporte, a AFD assinou, no começo de abril de 2016, dois acordos que lançam os grandes programas de cooperação técnica entre estes estados e o STIF.



Rémy Rioux é nomeado diretor geral da AFD no Conselho de Ministros

25/05/2016

Por meio de indicação de François Hollande ao Parlamento no último 27 de abril e após um voto favorável por unanimidade dos deputados e pela maioria dos senadores, o Sr. Rémy Rioux, de 46 anos, foi nomeado hoje, no Conselho de Ministros, diretor geral da Agência Francesa de Desenvolvimento, Estabelecimento Público Industrial e Comercial, responsável pelo desenvolvimento dos países do Sul e da França ultramarina. Rémy Rioux é atualmente secretário geral adjunto do Ministério de Relações Exteriores e do Desenvolvimento Internacional e passará a comandar a AFD a partir de 2 de junho de 2016, tornando-se o 11º diretor geral da Agência.

Nascido em junho de 1969 em Neuilly-sur-Seine, ex-aluno da Escola Normal Superior da rue d’Ulm, da Sciences Po e da Escola Nacional de Administração - ENA, Rémy Rioux, historiador de formação, antigo aluno de Alain Corbin e Pierre Nora e conselheiro mestre do Tribunal de Contas, alternou, ao longo de sua carreira, suas responsabilidades na França e o seu serviço a favor do desenvolvimento e da África.

Rémy Rioux é noemado direto geral da AFD © Alain Buu


Aos 26 anos de idade, Rémy Rioux descobre o continente africano em ocasião de um estágio da ENA no Benin, em seguida torna-se um ativista pela promoção da harmonização do direito empresarial na África. Apaixonado pelo continente, lá ele passa a deixar a sua marca ao longo de sua carreira, estabelecendo fortes laços e adquirindo uma expertise reconhecida sobre as questões de desenvolvimento. No Tesouro, de 2004 a 2007 e depois de 2010 a 2012, ele contribuiu especialmente para modernizar a cooperação monetária junto aos países africanos membros da Zona do Franco, participa da resolução da crise marfinense e contribui para colocar as questões de infraestrutura e desenvolvimento no coração da agenda internacional do G20. Em seguida, ele passa a ser administrador da AFD e de sua filial PROPARCO.


Além disso, Rémy Rioux já exerceu cargos de liderança nos setores de energia e de defesa do Tribunal de Contas entre 1997 e 2004. Ele trabalhou no Ministério do Interior de 2000 a 2002, no gabinete do ministro Daniel Vaillant, estando responsável especialmente pelo orçamento e pela transição ao euro. Ele também já trabalhou na Agência de Parcipações do Estado, de 2007 a 2010, como diretor de participações dos setores de transporte e de mídia, participando do conselho de administração de diversas empresas (SNCF, RATP, ADP, Renault, France Télévisions, France Médias Monde, Arte, le Grand Port Maritime du Havre).


Em 2012, como diretor de gabinete do ministro da Economia, da Fazenda e do Comércio Exterior, Pierre Moscovici, ele participa ativamente da redefinição das relações econômicas entre a África e a França e dos trabalhos dirigidos por Jacques Attali acerca da francofonia econômica. Dois anos depois, Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Internacional, o nomeia como secretário adjunto do Quai d’Orsay, responsável especialmente pelas questões econômicas. Ao seu lado, ele passou a comandar a parte financeira das negociações para a COP 21.


Após o anúncio do presidente da República, em setembro de 2015, de um expansão da política francesa de desenvolvimento por meio do aumento dos financiamentos em 4 bilhões de euros até 2020, para atingir 12,5 bilhões em compromissos anuais (dos quais 5 bilhões sejam destinados para o clima), Rémy Rioux passou a ser responsável por uma missão de aproximação entre a AFD e a Caisse des Dépôts que deve fornecer à França instrumentos que a ajudem a enfrentar o desafio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Homem de diálogo e convicção, ele é também muito ligado à região de Massif Central, especialmente aos departamentos de Corrèze e de Lozère, onde ele costuma ficar na companhia de sua esposa e seus três filhos.

 

Datas importantes

  • 26 de junho de 1969 : Nasce, em Neuilly-sur-Seine, França
  • 1997: Auditor do Tribunal de Contas após sua saída da ENA (turma Marc Bloch), onde ele vai se tornar Conselheiro Mestre em 2013
  • 2001 e 2002: Conselheiro orçamentário do gabinete de Daniel Vaillant no Ministério do Interior.
  • 2003: Cargos de liderança nos setores de energia e de defesa no Tribunal de Contas
  • 2004: Direção do Tesouro, Chefe do escritório de Cooperação monetária e de desenvolvimento com países da África, Caribe, Pacífico e da Zona do Franco
  • 2007: Sub-diretor de transportes e de audiovisual da Agência de participações do Estado.
  • 2010: Sub-diretor de relações financeiras internacionais e desenvolvimento na Direção Geral do Tesouro
  • 2012 a 2014: Diretor de gabinete do sr. Pierre Moscovici no Ministério da Economia e da Fazenda.
  • 2014: Secretário Geral Adjunto do Ministério de Relações Exteriores e de Desenvolvimento Internacional, responsável especialmente pelas relações  econômicas
  • 2015: Responsável pelas questões financeiras dentro da equipe francesa de negociação para a COP 21.


Agir para a adaptação das cidades frente às mudanças climáticas

14/03/2016

Conscientes de suas vulnerabilidades, as metrópoles brasileiras se mobilizam para elaborarem planos de ação territorial de mudanças climáticas– e a AFD apoia tais iniciativas. Esta foi a mobilização principal da II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, ocorrida nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Em associação com o ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade, o grupo de secretários de meio ambiente das 26 capitais dos estados brasileiros e do Distrito Federal (CB27) se reuniu no final de fevereiro em Fortaleza para estabelecer um plano de ação “pós-COP 21”. A AFD participou do encontro, ao lado do Embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, para promover o plano de ação Lima-Paris, apoiado pela presidência francesa da COP, e para dialogar sobre o tema das cidades sustentáveis.



 
   
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