Angola

Após um conflito de mais de 30 anos, o país tenta reconstruir-se apesar da forte crise econômica provocada, entre outros fatores, pela queda das cotações do petróleo. A AFD acompanha a Angola na realização dos seus objetivos de diversificação da economia e dedesenvolvimento socioeconômico inclusivo,com vistas a garantir a estabilidade social de longo prazo.
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AFD E ANGOLA: DIVERSIFICAR A ECONOMIA E REDUZIR AS DESIGUALDADES
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Favorecer o acesso à água para todos

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Favorecer o acesso à água para todos

Apesar dos fortes investimentos realizados nas infraestruturas sociais nos últimos anos, a taxa de acesso aos serviços básicos permanece baixa. Os Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento no setor de água e saneamento não foram atingidos. Em 2015, 49% da população (e 75% no meio urbano) tinham acesso a uma fonte de água melhorada, e 52% a um sistema de saneamento melhorado (89% no meio urbano). No entanto, a taxa média de acesso à água no meio urbano esconde as grandes disparidades existentes entre os bairros, e em algumas cidades do interior a taxa não passa de 10%. Além disso, apenas 32% dos moradores das cidades dispõem de água encanada; muitos compram água de caminhões-pipa, por um preço exorbitante.

Para combater as desigualdades e melhorar a qualidade do serviço, o governo lançou uma reestruturação do sistema de gestão da água e do saneamento, com a criação de empresas provinciais de água e de uma agência de regulação, no âmbito de um programa apoiado pela AFD, o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e o BEI. A AFD está financiando 6 das 18 empresas recém-criadas, bem como a renovação e a extensão das redes de água urbana e periurbana dessa províncias, com vistas a abastecer 900.000 habitantes dos bairros mais desfavorecidos.

951.000
habitantes das províncias e das periferias urbanas adquirem acesso à água potável
220
milhões de euros financiados em 2 anos
100 %
de cofinanciamentos para uma melhor coordenação da ajuda de

Após 13 anos de luta que levaram o país para a sua independência em 1975, a Angola foi imersa em um conflito civil que durou 27 anos, antes de terminar com o acordo de paz de 2002. Além do elevadíssimo número de vítimas urbanas, o conflito devastou as infraestruturas, marginalizou as zonas rurais e impactou profunadamente as memórias. Quinze anos após o fim da guerra, o país está se empenhando na sua reconstrução apesar da forte crise econômica provocada pela recente crise do petróleo, produto que representou 95% das exportações do país na última década. Considerando as limitações do modelo econômico adotado nas últimas décadas, o governo resolveu dar prioridade máxima à diversificação da economia.

A Angola possui muitas riquezas naturais: maior produtor de petróleo, à frente da Nigéria em 2016 e 2017, com um subsolo é rico em diamantes e outros recursos minerais, o país é percorrido,na sua superfície, por uma das redes hídricas mais densas da região, com uma boa ensolaração e um amplo capital humano de predominância jovem. Com cerca de 1800 km de litoral, localizado na junção da África Austral e da África Central, a Angola tem o potencial geográfico para tornar-se uma plataforma econômica e comercial importante na região.Membro da SADC e da CEEAC e bastante envolvida na região dos Grandes Lagos, a Angola está desenvolvendo o seu papel regional e procurando ampliar a interconexão regional das suas redes de infraestrutura.

Com uma superfície de cerca de duas vezes a França e uma população de 25,8 milhões de habitantes, dos quais 63% moram nas cidades, a Angola é o sétimo país mais povoado da África. Apesar de ser um país de renda intermediária (PRI) e de possuir o terceiro PIB per capita da África subsaariana, atrás da Nigéria e da África do Sul, o país apresenta fortes desigualdades. Com a 149º posição (de 188) no ranking do índice de desenvolvimento, o país sofre uma pobreza onipresente: 28% da população vivia abaixo da linha de pobreza internacional de 1,90 dólares em 2014. A esperança de vida é de 52,3 anos, uma criança de 6 não é escolarizada, e o Banco Mundial avalia que mais da metade da população sofre de desnutrição pontual, e 22% das crianças de até cinco anos de desnutrição crônica moderada.

A AFD acompanha o governo angolês na realização dos seus objetivos de diversificação econômica (PND), de desenvolvimento inclusivo e sustentável (ODS) e de adaptação e mitigação das mudanças do clima (Acordo de Paris).

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This map is for illustrative purposes only and does not engage the responsibility of the AFD Group
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