Mobilidades e transportes

A mobilidade das pessoas e dos bens é indispensável para o acesso ao emprego e aos serviços essenciais, o funcionamento da economia produtiva, e para que as cidades permaneçam eficientes e viáveis.
A AFD apoia sistemas de mobilidade que combinam infraestruturas, serviços e regulamentações para que os deslocamentos de cada ator possam ser realizados com soluções eficientes, equitativas e sustentáveis.
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linha de eléctricos, Rabat-Salé, Marrocos, transporte
A AFD E AS MOBILIDADES: GARANTIR PARA TODOS UM ACESSO A TRANSPORTES SEGUROS, “VERDES” E EFICIENTES
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Promover cidades viáveis e inclusivas

linha de autocarro, Curitiba, transporte, Brasil

PROMOVER CIDADES VIÁVEIS E INCLUSIVAS

Até 2050, 70% da população mundial estarão vivendo nas cidades. 90% dos 2,7 bilhões de novos habitantes urbanos estarão em países em desenvolvimento. Torna-se crucial, no Sul, preservar, construir ou reencontrar cidades “viáveis”, apesar do desenvolvimento econômico rápido e do aumento dos fluxos urbanos (homens e mercadorias), tanto nas megalópoles já constituídas quanto nas cidades médias em forte crescimento, nos grandes países emergentes quanto nos países mais pobres.

Até o momento, a AFD financiou principalmente infraestruturas de transportes coletivos “de massa” (metrô, VLT, BRT). O novo marco de intervenção amplia o campo de atuação da AFD, para que ela possa:

  • apoiar a elaboração e a implementação de políticas públicas de mobilidade sustentável, no plano nacional e subnacional (planejamento, governança, mecanismos de financiamento, fortalecimento dos atores);
  • financiar todos os componentes de uma política de mobilidade sustentável: otimização dos fluxos de veículos, percursos exclusivos para pedestres e ciclistas, mobilidade elétrica etc.;
  • pôr a mobilidade a serviço da “qualidade da cidade” e construir uma visão de longo prazo que integre o transporte com o urbanismo (planejamento);
  • apoiar a modernização do transporte informal, principal modo de transporte urbano do Sul.
  • buscar sempre integrar inovações de transformação digital e energética dos serviços de mobilidade.

Desenvolver o potencial do território nacional

Transgabonais, Gabão, trem, transporte

DESENVOLVER O POTENCIAL DO TERRITÓRIO NACIONAL

No plano nacional, o desenvolvimento econômico de um país depende da conexão e da valorização dos polos de desenvolvimento principais e secundários, com vistas a promover uma distribuição equilibrada das bacias de emprego, de serviços e, portanto, das populações. Um desenvolvimento que passa por “conectores” como as estradas, o trem, ou ainda as vias fluviais.

Nos países do Sul, para além das megalópoles e das capitais regionais, o rápido desenvolvimento das “pequenas cidades” é um grande desafio. Os sistemas de transporte são essenciais para garantir a todos um acesso aos serviços, aos empregos e aos mercados para as produções agrícolas locais.

Nesse âmbito, a nossa ação visa:

  • consolidar a malha nacional ao privilegiar a reabilitação e o fortalecimento de infraestruturas existentes;
  • melhorar os acessos do mundo rural para facilitar a sua integração no território;
  • promover a melhoria da governança das operadoras públicas, especialmente as políticas de manutenção;
  • integrar a segurança do trânsito de forma mais ambiciosa;
  • promover o surgimento de projetos de melhoria da eficiência energética das operadoras públicas e privadas.

Inserir as economias nas tocas mundiais

avião Boeing 787, Ethiopian Airlines, transporte, aéreo

INSERIR AS ECONOMIAS NAS TOCAS MUNDIAIS

Com mais de 10 bilhões de toneladas transportadas, o transporte marítimo representa hoje, en volume, cerca de 90% do comércio mundial: é o espinho dorsal do desenvolvimento econômico dos países. Em comparação, o frete aéreo representa volumes pouco expressivos, mas possui um forte valor agregado (35% do valor mundial). Por sua vez, o transporte aéreo de passageiros explodiu, com cerca de 3 bilhões de passageiros transportados. No total, o transporte aéreo geraria cerca de 3,5% do PIB mundial.

A redução do isolamento e a integração nas trocas internacionais são uma condição do desenvolvimento econômico, especialmente para os territórios insulares e para a África, que sofre de um atraso de infaestruturas. A nossa atuação visa os seguintes objetivos:

  • Romper o isolamento dos territórios para permitir a sua integração nas trocas econômicas internacionais, com uma intervenção prioritária na África e nos territórios ultramarinos franceses.
  • Favorecer o efeito de alavanca das grandes plataformas portuárias e aeroportuárias de trocas internacionais sobre o desenvolvimento equilibrado dos territórios, por meio de uma melhor integração com as redes rodoviárias e ferroviárias.
  • Apoiar as autoridades locais para melhorar a eficiência dos corredores logísticos regionais.
  • Acelerar a necessária transição energética dos setores marítimos e aeroportuários
  • Melhorar a segurança do transporte internacional.

Acelerar a transição energética

estação do metropolitano, Kochi, Índia, transporte

ACELERAR A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

O setor dos transportes é responsável por 23% das emissões mundiais ligadas à geração e ao consumo de energia. É também o setor onde as emissões crescem mais rápido, especialmente nos países emergentes: a urbanização galopante, conjugada com o desenvolvimento econômico, redundam no forte crescimento da demanda de mobilidade e da motorização individual. Sem uma ação pro-ativa, essas emissões irão crescer 140% até 2050, 90% dos quais provenientes dos países do Sul.

As soluções para uma mobilidade de baixo carbono existem. Elas combinam quatro dimensões chave para a transição energética do setor: 

  • evitar os deslocamentos motorizados de pessoas e bens por meio de um urbanismo mais compacto e misto, ou favorecendo as soluções a distância (teletrabalho, e-administração etc.)
  • transferir os deslocamentos para modos de baixo carbono, ao financiar uma rede de transporte coletivo de qualidade e desincentivar o uso do carro individual nos centros das cidades
  • melhorar os fatores de emissões dos veículos e dos combustíveis por meio da modernização dos parques, da promoção das motorizações de baixo carbono (mobilidade elétrica, bem como híbrida ou a gás) e da regulamentação.  
  • tornar essas ações possíveis por uma governança eficiente, integrada e responsável, e pela efetiva implementação das medidas planejadas e a avaliação dos seus impactos.
7,4
bilhões de euros concedidos em benefício da mobilidade e dos transportes entre 2012 e 2017
63 %
dos empréstimos no setor dos transportes entre 2012 e 2017 apresentam um co-benefício climático
315000
passageiros utilizam todos os dias transportes coletivos novos ou modernizados

Rápido crescimento da população, globalização das trocas... A demanda de mobilidade, de pessoas assim como de bens, não para de crescer. Até 2030, o tráfego anual de passageiros aumentará 50% em relação a 2015, e 70% para o frete. Serão 1,2 bilhões de automóveis a mais nas estradas.

São muitos os desafios. Hoje ainda, a maioria da população africana não tem acesso a uma estrada transitável o ano todo a menos de 2km. As comunidades das grandes cidades em desenvolvimento não têm acesso às oportunidades econômicas e sociais. Dar um acesso universal à mobilidade pressupõe o investimento de montantes fabulosos em infraestruturas e serviços de mobilidade, e ser capaz, em seguida, de dar manutenção a essa rede. Os sistemas de mobilidade devem ser eficientes, tanto na sua concepção quanto na sua operação. Além disso, as questões de segurança tornam-se cada vez mais prementes com o aumento da mortalidade no trânsito.

Por fim, o último desafio é de ordem ambiental: o setor, que ainda consome muita energia fóssil (1/3 das emissões fósseis), deve integrar o combate à poluição do ar e às emissões de gases de efeito estufa.

Para enfrentar esses desafios,  a AFD apoiará o desenvolvimento de sistemas de mobilidade:

  • inclusivos e acessíveis por todos, com boa cobertura e tarifação adaptada
  • bem geridos, eficientes e de qualidade
  • seguros, com uma dimensão de segurança no trânsito, e uma atenção para a insegurança das mulheres nos transportes e nos espaços públicos
  • sustentáveis, por meio de soluções capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa ligadas ao transporte urbano.

Os financiamentos aprovados pelo grupo AFD no setor dos transportes representaram, no período 2012-2017 uma carteira de cerca de 7,4 bilhões de euros, ou seja, entre 12 e 15% dos financiamentos anuais concedidos. No período 2018-2022, a nossa carteira deverá atingir 1,3 bilhões de euros por ano. A África continental continuará sendo o nosso principal beneficiário e a mobilidade o nosso setor prioritário de atuação.

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