Saúde

O Séc. XXI apresenta grandes desafios, tais como a redução da mortalidade materna e infantil, a melhoria do acesso e da qualidade dos cuidados de saúde para todos e o combate à SIDA, à tuberculose ou ao paludismo. Na encruzilhada de problemáticas globais de caráter demográfico, económico e ambiental, a saúde está atualmente no centro das ações que desenvolvemos em todo o mundo.
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enfermeira, hospital Ngaliema, Kinshasa, RDC, Wilcocq
A AFD e a saúde: garantir a todos o acceso a serviços de saúde de qualidade
outenir le développement de la recherche scientifique, le pôle Technologie Santé - Visuel

Promover a cobertura universal da saúde

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Promover a cobertura universal da saúde

Estima-se que em 2030 a população mundial corresponda a 8,5 mil milhões de habitantes. Para garantir qualidade de vida a todos, é essencial implementar uma Cobertura sanitária universal (CSU). Este conceito, criado em França, estabelece que: "todos os cidadãos devem receber os serviços de qualidade de que necessitam sem terem de passar por dificuldades financeiras". Atualmente, a CSU é um dos grandes motores da igualdade social, nomeadamente no âmbito dos objetivos de desenvolvimento sustentável, ODS

A AFD acompanha os seus parceiros para reforçar os respetivos sistemas de saúde (RSS) em todos os elementos que os compõem: infraestruturas, recursos humanos, equipamentos, medicamentos, gestão, etc. 

Promovemos a equidade e a proteção financeira, que devem estabelecer-se como fundamentos dos sistemas de saúde. O nosso objetivo consiste em construir, com os nossos parceiros, sociedades estáveis e perenes, que não excluam ninguém. 

Para garantir uma segurança sanitária mundial e a rápida resiliência perante catástrofes, importa também retirar ensinamentos relativamente ao Ébola e às recentes crises sanitárias mundiais. Para além disso, a nossa ação visa integrar as medidas de higiene necessárias para dar resposta aos efeitos das alterações climáticas.

Melhorar a saúde materna, neonatal e infantil

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Melhorar a saúde materna, neonatal e infantil

Em 2014, 220 milhões de mulheres não tinham acesso à contraceção. A África Ocidental é a região do mundo onde se regista o maior número de casos de gravidez na adolescência. A falta de acesso à contraceção é uma grande barreira para a autonomização das jovens e o acesso aos estudos, ao emprego e aos rendimentos. Os direitos sexuais e reprodutivos constituem as primeiras condições de igualdade entre homens e mulheres. 

A ação da AFD visa garantir esses direitos e assegurar o acesso das mulheres e adolescentes a serviços adaptados e de qualidade. Temos como objetivo permitir que as mulheres deixem de morrer no parto, possam escolher o número de filhos que desejam ter, tenham acesso à educação e ao trabalho, e contribuam para o desenvolvimento e o progresso social do respetivo país. 

Nos países onde ainda não se verifica a transição demográfica, particularmente no Sael, onde a população deverá duplicar até 2040 e triplicar até 2060, a AFD intervém sobretudo para reduzir a mortalidade materna e infantil. As nossas equipas e parceiros tudo fazem para combater a malnutrição e promover uma demografia equilibrada, indispensável para o desenvolvimento sustentável. 

O peso demográfico dos jovens impõe a proposta de respostas cujo impacto se fará sentir a longo prazo. A AFD apoia os investimentos na saúde reprodutiva, materna, neonatal, infantil e na adolescência (SRMNIA). Estas são alavancas decisivas para promover sociedades mais seguras, equitativas e inclusivas. 

Aprender a combater as epidemias

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Aprender a combater as epidemias

A vigilância epidemiológica permite detetar rapidamente as ameaças epidémicas e responder de forma adaptada. Esta é uma ferramenta avançada ao serviço da saúde pública, assim como do desenvolvimento económico, sendo que a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS) e o Ébola demonstraram o impacto que as epidemias podem ter sobre o crescimento. 

A maior parte das doenças emergentes no ser humano derivam dos animais. A AFD promove a extensão da vigilância relativamente à saúde animal, numa abordagem integrada denominada "One Health" ou "Uma saúde". Num mundo globalizado em que os vírus e as bactérias não conhecem fronteiras, a vigilância epidemiológica e a segurança sanitária devem ser considerados "bens comuns". A estrutura é clara: o regulamento sanitário internacional.  

As alterações climáticas implicam fenómenos (seca, inundações, etc.) que modificam os ecossistemas e favorecem o surgimento de novas doenças ou epidemias. A AFD reforça a vigilância epidemiológica nas regiões mais vulneráveis, como os pequenos Estados Insulares. Este aspeto é um eixo importante da adaptação às alterações climáticas.

Neste domínio, intervimos prioritariamente no espaço regional dos departamentos e territórios ultramarinos franceses (DOM-TOM), e em locais onde a nossa rede de especialização é um valor acrescentado (por exemplo os Institutos Pasteur no Sudeste Asiático e na África francófona). Privilegiamos as abordagens regionais, sendo que para tal apoiamo-nos em organismos de integração: Comissão do Oceano Índico, Comissão do Pacífico Sul, etc.

Melhorar a oferta de cuidados

enfermeira, hospital Ngaliema, Kinshasa, RDC, Wilcocq

Melhorar a oferta de cuidados

O reforço dos sistemas de saúde é uma prioridade. A AFD apoia o setor hospitalar em cerca de trinta países. No total, foram financiados mais de 120 projetos, correspondendo a cerca de mil milhões de euros investidos em construções, reconstruções e extensões de hospitais, reforço das capacidades dos funcionários hospitalares, etc.

Os nossos financiamentos beneficiam tanto o setor público quanto o setor privado. Para além disso, podemos atuar desde a conceção de um projeto (estudos de exequibilidade estratégica e/ou técnica, assistência a proprietários de projetos). 
 
Como complemento, mobilizamos numerosas especializações públicas e privadas para reforçar os projetos e dar resposta às exigências dos beneficiários. Recorremos aos nossos parceiros franceses, operadores de saúde, agências sanitárias, federações profissionais, etc. Estes podem intervir em apoios pontuais ou programas de reforço das capacidades e de melhoria das estruturas.

Investir na saúde eletrónica

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Investir na saúde eletrónica

A saúde eletrónica designa os serviços digitais utilizados nos sistemas de saúde. O domínio reúne os sistemas de informação desenvolvidos para o controlo e a gestão do setor (vigilância epidemiológica, atividades hospitalares), a telemedicina e a telessaúde. Existem novas perspetivas ao nível micro (autoavaliação ou fenómeno "quantified-self") e macro ("big data"). 

A saúde eletrónica apresenta um elevado potencial na perspetiva de reforçar os sistemas de saúde. Assim, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) asseguram uma melhor circulação das informações, para um tratamento mais fiável e coordenado do paciente. Relativamente ao acesso aos cuidados, a telemedicina permite reformular o cartão sanitário, proceder à estabilização territorial para as zonas de fraca densidade médica e facilitar os percursos de cuidados. O controlo do setor também pode ser reforçado, com uma vigilância sanitária e uma regulamentação mais exata e instantânea das atividades. Por fim, através da possibilidade de otimizar os sistemas de saúde, as TIC assumem uma dimensão económica essencial. 

A AFD acompanha cerca de vinte operações que integram o desenvolvimento das TIC. Estas iniciativas podem intervir em apoio a políticas públicas (Tunísia, Marrocos, Colômbia), assim como em investimentos mais direcionados (registo de saúde eletrónico no Mali, sistema de informação regional na Martinica, etc.). Estamos também envolvidos numa parceria com a Fundação Pierre Fabre para o desenvolvimento de um observatório de saúde eletrónica nos países do Sul.

13
milhões de pessoas passaram a ter um melhor acesso aos cuidados em 2016
133
projetos financiados em 10 anos
39
países acompanhados ao longo de 10 anos

No espaço de quinze anos foram registados avanços históricos: redução da mortalidade infantil, melhoria da saúde materna, combate ao VIH/SIDA e ao paludismo, etc. Mas com uma população mundial de 8,5 mil milhões de habitantes em 2030, a saúde revela-se um dos maiores desafios do futuro. Como garantir a cada pessoa o acesso a cuidados de qualidade? Reduzir a mortalidade materna? Eliminar os óbitos evitáveis de recém-nascidos? 

A estratégia de Saúde e Proteção social da AFD é perfeitamente coerente com os ODS. Assim, prevemos um desenvolvimento sanitário em estreita relação com os fatores demográficos, económicos e ambientais. 

De um ponto de vista amplo, os fatores de saúde são integrados na trajetória 100% climática da AFD. A vigilância epidemiológica ou a nutrição são assim integradas nas políticas de adaptação aos efeitos das alterações climáticas dos Estados. De um modo mais geral, consideramos a saúde, incluindo a acessibilidade financeira aos cuidados, um fator de resiliência, nomeadamente para as populações mais vulneráveis.

A AFD acompanha o setor através de subsídios, empréstimos a longo prazo, garantias ou aquisição de participações. Também gere fundos europeus em subsídios. Estes podem intervir como complemento de um empréstimo para financiar, por exemplo, um programa de apoio técnico. Em 2016, o nosso envolvimento em termos de saúde em países estrangeiros e nos territórios ultramarinos franceses ascenderam a 254 milhões de euros.

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