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Kinshasa
Após ter investido nas ruas de Kinshasa, vários jovens talentosos da República democrática do Congo são destaque na Agência francesa de desenvolvimento. Géraldine Tobé, Michel Eka, Widjo Wiyombo… Todos se apresentaram ao apelo lançado pela AFD. Sombrias ou luminosas, brutais ou barrocas, mas sempre portadoras de mensagens políticas, sociais e culturais, suas obras revelam os contornos de uma capital onde a arte da sobrevivência se torna toda a arte.

Fiel á sua vontade de transmitir a vitalidade e o ímpeto de inovação que atravessa o continente africano, a Agência francesa de desenvolvimento (AFD) recebe pela primeira vez em sua sede parisiense uma exposição inteiramente dedicada à criação africana contemporânea, cujas algumas obras compartilhamos aqui.


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O PDF da exposição na íntegra (em francês)

Turbilhão artístico do continente, Kinshasa, capital da República democrática do Congo, está em destaque. Tendo como tutor o escultor Freddy Tsimba, reconhecido no cenário internacional por suas obras monumentais, toda uma nova geração de artistas apodera-se da história de seu próprio povo e país.

Nas obras da jovem Géraldine Tobé, nova febre das galerias e museus europeus, a fumaça e a fuligem servem de pincel. Uma trágica lembrança dos exorcismos forçados sofridos na infância. Nas obras de Dolet Malalu, a juventude de Kinshasa e sua extravagância são colocadas em destaque. No total, cinco artistas oferecem a própria interpretação, ora sombria, ora alegre de uma cidade onde a arte se inventa a cada esquina.
 

Renaud Barret, Widjpo Wiyombo, marionnettiste, et ses poupées

©Renaud Barret, Widjpo Wiyombo, marionnettiste, et ses poupées

Com seus bonecos gigantes e o gestual que os acompanha quando eles assombram as ruas e lugares da cidade, o operador de marionetes Widjo Wiyombo fez desta tradição uma arte que ele transmite para as crianças de Kinshasa em sua própria escola, situada a alguns quilômetros da cidade.

 

Géraldine Tobé, Courir vers, Fumaça + Acrílico sobre tela

Géraldine Tobé, Courir vers, Fumaça + Acrílico sobre tela, 109,5 cm × 110,5 cm

Última sensação da Bienal de Dacar, a pintora Géraldine Tobé revela em suas telas um trabalho sombrio como a fumaça e a fuligem que servem a ele como pincéis. Uma reminiscência dos traumas sofridos na infância durante sessões forçadas de exorcismo.

 

Dolet Malalu, Le combat, Tela

Dolet Malalu, Le combat, Tela, 130 × 97 cm

Pintor reconhecido no cenário internacional, Dolet Malalu faz aqui uma referência à mítica luta que colocou em lados opostos Mohamed Ali e George Foreman em Kinshasa, no dia 30 de outubro de 1974.

 

 

Renaud Barret, Sacrifice/Le Diable est innocent

©Renaud Barret, Sacrifice/Le Diable est innocent

Em suas cenografias urbanas, o performer Strombo Kayumba relaciona a corrupção que envenena seu país e o domínio das igrejas evangélicas sobre as consciências.

Kinshasa, comuna de Lingwala

 

 

Renaud Barret, La guitare Lan-Gong

©Renaud Barret, La guitare Lan-Gong

Boms Liteli, membro do grupo KOKOKO!, é criador de instrumentos. Em sua oficina a céu aberto, ele produz peças exclusivas que ele eletrifica empiricamente para inventar uma música eletrônica original que, hoje, é exportada no cenário internacional.

Kinshasa, bairro de Ngwaka
 

 

Renaud Barret, Les Justiciers de la sape

©Renaud Barret, Les Justiciers de la sape

Um grupo de performers-sapeurs que desenham e produzem suas próprias roupas, se inspirando em grifes japonesas, como Yoji Yamamoto ou Kenzo. Aqui, eles prestam uma homenagem ao músico já falecido Papa Wamba, “príncipe do sape”, reproduzindo algumas de suas poses mais emblemáticas.

Kinshasa, bairro de Bandal
 

 


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