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“Juntos, ajudamos a elevar o nível de ambição da comunidade internacional em face da perda de biodiversidade. "
A Agence Française de Développement mobiliza-se concretamente para implementar uma série de iniciativas decorrentes da Cúpula One Planet de janeiro de 2021 e focadas na biodiversidade. O Congresso Mundial da Natureza da IUCN, realizado em Marselha entre 3 e 11 de setembro, constituiu um marco.

"Juntos, ajudamos a elevar o nível de ambição da comunidade internacional em face da perda de biodiversidade." Na segunda-feira, 6 de setembro, no Congresso Mundial da Natureza da IUCN, Barbara Pompili, Ministra da Transição Ecológica, deu o primeiro passo para o avanço dos compromissos assumidos em matéria de biodiversidade durante a Cúpula One Planet de janeiro de 2021.


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A quantas estamos, oito meses depois? Enquanto a Agence Française de Développement (AFD) prossegue seus objetivos de duplicar seus financiamentos para a biodiversidade até 2025 - de 565 milhões para 1 bilhão de euros - e atingir 30% de financiamentos climáticos que beneficiem também a natureza no mesmo prazo, eis cinco iniciativas pelas quais o Grupo se mobiliza de forma muito concreta.

1A iniciativa Kiwa para a resiliência no Pacífico

Lançada em 2020 pela União Europeia, França, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, a iniciativa Kiwa financia a implantação de soluções baseadas na natureza em favor da biodiversidade e da adaptação às mudanças climáticas em Estados insulares vulneráveis do Pacífico: combate a espécies invasoras, restauração de ecossistemas florestais, agricultura orgânica, etc.
 
Dotado de 41 milhões de euros, o projeto é liderado pela AFD em conjunto com organizações internacionais do Pacífico. Cerca de 22 milhões de euros já foram destinados a apoiar a criação de uma rede de fazendas agroecológicas permitindo disseminar conhecimentos e desenvolver mercados econômicos de curto circuito para agricultores em Nauru, Fiji, Tonga e Ilhas Salomão

2O Fundo LDN (Land Degradation Neutrality)

Financiar a proteção da natureza é um desafio importante. Entre as muitas iniciativas de finança mista público-privada apoiadas pela Cúpula One Planet, o Fundo LDN levantou mais de 200 milhões de dólares para financiar projetos agrícolas e florestais em terras degradadas em países emergentes.


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Ele permitiu, por exemplo, criar um setor rentável de avelãs no Butão, em linha com a ambiciosa política de proteção florestal do Estado himalaio. Este fundo integra-se agora no quadro mais ambicioso da Aliança para a Preservação do Capital Natural, que pretende mobilizar 10 bilhões de dólares para a natureza até 2022.

3O projeto Prezode

A pandemia destacou mais do que nunca a ligação intrínseca entre a saúde dos ecossistemas, a saúde animal e a saúde humana. O projeto Prezode (Preventing Zoonotic Diseases Emergence), baseado no conceito “One Health” (“Uma Saúde”), nasceu dos compromissos decorrentes da Cúpula One Planet.

O objetivo é prevenir os riscos de surtos de epidemias, apoiando a pesquisa sobre as relações entre saúde animal, ambiental e humana, colocando assim a biodiversidade no centro dos desafios de prevenção. “O Prezode mobiliza hoje milhares de pesquisadores de 50 países”, indicou Rémy Rioux, diretor-geral da AFD, no Congresso Mundial da Natureza da IUCN.

4A Task force on Nature-related Financial Disclosure (TNFD)

Para orientar os fluxos financeiros para investimentos e atividades positivos para a natureza, a AFD participou ativamente do surgimento da Taskforce on Nature-related Financial Disclosure (Grupo de Trabalho sobre Informações Financeiras Relacionadas com a Natureza, TNFD). Ela associa empresas e instituições financeiras para que possam avaliar melhor os impactos de seus investimentos na biodiversidade e os riscos que deles decorrem.


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Seu trabalho é absolutamente essencial, tal como o foi para o clima”, observa Gilles Kleitz, diretor do Departamento de Transição Ecológica da AFD. Desde sua criação, a TNFD tem beneficiado de um forte interesse por parte de muitos atores, alguns dos quais ocupam um lugar importante na finança internacional.

5O acelerador da Grande Muralha Verde

No início de 2021, a França envolveu-se na criação do “Acelerador da Grande Muralha Verde”, uma iniciativa internacional que visa dar um novo fôlego a este projeto faraônico, cujo objetivo é restaurar 100 milhões de hectares de terras degradadas numa faixa de 8 mil quilômetros que vai do Senegal a Djibuti até 2030.

Em Janeiro, os diferentes parceiros, incluindo a AFD, comprometeram-se a mobilizar 14 bilhões de euros de financiamentos suplementares até 2025. Este objetivo já está ultrapassado, uma vez que foram obtidos 16 bilhões de euros.

Trata-se de um bom começo, porém insuficiente. O Sahel precisa de 4 bilhões de dólares (3,4 bilhões de euros) por ano até 2030 para atingir os objetivos que estabelecemos”, reagiu Ibrahim Thiaw, secretário executivo da Convenção das Nações Unidas, sobre o combate à desertificação.

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