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Em que pé estão os compromissos assumidos pela AFD nas cúpulas One Planet, realizadas em Paris no dia 12 de dezembro de 2017, em Nova York no dia 26 de setembro de 2018 e em Nairóbi no dia 14 de março de 2019? Acompanhe o passo a passo da sua realização, percorrendo os blocos. Essa página será atualizada em cada reunião de cúpula.
Compromisso 1: uma agência 100% pelo acordo de paris

O ANÚNCIO

A AFD compromete-se em se tornar a primeira instituição financeira “100% pelo Acordo de Paris”. A ambição reside em garantir que todos os seus financiamentos sejam compatíveis com um desenvolvimento de baixo carbono e resiliente às mudanças climáticas nos países de intervenção.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

Os procedimentos internos foram adaptados. Agora, para cada projeto de financiamento, a AFD verifica a sua compatibilidade com os objetivos climáticos do Estado em que ele for realizado. Os projetos passíveis de receberem avaliação negativa são abandonados logo no início do processo interno de avaliação.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

O Acordo de Paris igualmente convoca os Estados a preverem planos de desenvolvimento de baixo carbono, no longo prazo, até 2050. Contudo, nem todos os países desenvolveram os respectivos roteiros. Portanto, a AFD elabora as suas próprias “análises por país”. O desafio consiste em evitar comprometer os países em projetos potencialmente incompatíveis com os seus futuros objetivos climáticos. Essas análises estão em andamento.

Compromisso 2: alinhamento dos bancos de desenvolvimento com o acordo de paris

O ANÚNCIO

Trinta bancos de desenvolvimento, membros do International development finance club (IDFC) e dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMD), comprometeram-se a alinhar os respectivos financiamentos com as exigências do Acordo de Paris no tocante ao clima. De acordo com o comunicado conjunto, trata-se notadamente de implementar “políticas mais explícitas para se reduzir significativamente a dependência de combustíveis fósseis, acelerando-se rapidamente o financiamento das energias renováveis”.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

Os bancos envolvidos continuam avançando rumo a uma metodologia capaz de tornar os respectivos financiamentos compatíveis com o desenvolvimento de baixo carbono e resiliente às mudanças climáticas. A AFD reafirma o seu compromisso em ser a primeira instituição financeira “100% pelo Acordo de Paris”.

Na COP24, o clube IDFC e o grupo dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento detalharam o seu posicionamento em relação ao alinhamento com o Acordo de Paris, continuando a operacionalizar este compromisso.

O volume de financiamentos dos membros do IDFC em favor do clima aumentou para 196 bilhões de dólares em 2017, dobrando desde a COP21, realizada em 2015.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

No que diz respeito ao clima, o clube IDFC está realizando um estudo para apoiar os seus membros na identificação de ferramentas e de processos capazes de alinhá-los com o Acordo de Paris.

Compromisso 3: 1,5 bilhão de euros para a adaptação até 2020

O ANÚNCIO

A partir de 2020, a AFD alocará 1,5 bilhão de euros por ano em financiamentos para a adaptação dos países vulneráveis às mudanças climáticas.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

Não tão somente essa meta foi alcançada em 2018, dois anos antes do previsto, mas foi igualmente superada: no ano passado, a AFD destinou 1,6 bilhões de euros em prol da adaptação (incluindo 750 milhões para o continente africano), um aumento de 45% em relação a 2017.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

Nos próximos anos, a AFD continuará a aumentar o volume dos seus financiamentos dedicados à adaptação, afinada com os seus compromissos climáticos.

Compromisso 4: facilidade de adapt’ação

O ANÚNCIO

Em 2017, a AFD lançou o seu plano “Adapt’Ação”, alimentado com 30 milhões de euros ao longo de quatro anos. Ele tem como meta acompanhar 15 países e organizações regionais particularmente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, na implementação e na revisão dos respectivos compromissos climáticos no âmbito do Acordo de Paris.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

11 países já aderiram ao plano: Comores, Madagascar, Ilhas Maurícias, República da Guiné, Níger, República Dominicana, Congo Brazzaville, Senegal, Tunísia, Comissão do Oceano Índico (COI) e Organização dos Estados do Caribe Oriental (OECS).

No início deste ano, Gana e a Costa do Marfim tornaram-se dois novos países parceiros, com assinatura prevista para a Africa Climate week, em relação à Costa do Marfim e, antes do final do primeiro semestre, no tocante a Gana.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

O plano Facilité Adapt’Action está em fase ativa de implementação, já com os primeiros desdobramentos concretos. Cerca de cem ações estão previstas até 2021, com grande diversidade de temas, em função dos desafios climáticos e das prioridades nacionais.

Compromisso 5: facilité 2050

O ANÚNCIO

O Facilité 2050, dotado em seu desenrolar de 30 milhões de euros, possibilita acompanhar vários países na elaboração das respectivas estratégias em prol do desenvolvimento de baixo carbono, no longo prazo, com horizonte em 2050, tal como requerido pelo Acordo de Paris em relação ao clima.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

Em julho de 2018, uma primeira parcela de 10 milhões de euros em subsídios foi aprovada para alimentar essa nova ferramenta. Foram identificados cerca de dez países beneficiários.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

Os apoios previstos junto aos países beneficiários estão em vias de lançamento e envolvem várias problemáticas: análise dos impactos das mudanças climáticas, estudo das trajetórias de transições setoriais e dos riscos inerentes à transição, integração dos desafios climáticos nas estratégias nacionais de desenvolvimento, apoio ao sistema de monitoramento dos dados climáticos...

Compromisso 6: iniciativa adaptação - biodiversidade no pacífico

O ANÚNCIO

Financiar a adaptação às mudanças climáticas nos pequenos Estados insulares do Oceano Pacífico, os quais são particularmente vulneráveis.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

A iniciativa foi oficialmente lançada em setembro de 2018, no One Planet Summit de Nova York, por quatro atores: França, União Europeia, Austrália e Nova Zelândia (ver comunicado de imprensa em inglês). O Canadá aderiu a ela em novembro.

O montante disponível para a iniciativa alcança atualmente 27,5 milhões de euros, dos quais 10 milhões de euros respectivamente providos pela Agência Francesa de Desenvolvimento e pela União Europeia.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

O início operacional da iniciativa e o financiamento dos projetos estão previstos para este verão.

Compromisso 7: land degradation neutrality fund

O ANÚNCIO

A cada ano, mais de 12 milhões de hectares de terras estão perdendo a sua capacidade de fornecer serviços aos ecossistemas. Em questão: práticas agrícolas insustentáveis, poluição e desmatamento que levam ao seu empobrecimento ou à erosão. Trata-se de uma ameaça direta à biodiversidade e à segurança alimentar para quase um bilhão de pessoas.

No One Planet Summit de Paris, a AFD anunciou a sua contribuição de 30 milhões de euros para o Land degradation neutrality fund - ou LDN - um fundo criado em 2015 pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (CNULCD), visando alcançar a neutralidade em termos de degradação das terras (solos e florestas) até 2030.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

Em 2018, a AFD anuncia que contribuirá com 40 milhões de euros. Por razões técnicas, a AFD finalmente reduziu a sua contribuição para 7 milhões de euros. Entretanto, essa contribuição possibilitou atrair outros investidores e o lançamento do fundo.

Por outro lado, a AFD prestará assistência técnica a fim de facilitar na identificação dos melhores projetos agroflorestais sustentáveis e de recuperação de terras.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

A rodada de negociações do fundo LDN está em andamento. Até o momento, 60 milhões de euros foram prometidos por diferentes participantes. Objetivo: levantar 260 milhões de euros. Neste ínterim, os primeiros projetos devem ser financiados, tais como a plantação sustentável de teca em Gana ou a agricultura ecológica de cacau na Nicarágua.

Compromisso 8: adoção da carta dos investidores públicos franceses em prol do clima

O ANÚNCIO

Assinatura, pelas instituições AFD, Bpifrance, Caisse des Dépôts, Fundo de Reserva para Aposentadorias e Serviço Público de Aposentadoria Complementar do Funcionalismo, de uma carta-compromisso destes atores do setor público com seis princípios em prol do clima.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

A AFD já está aplicando os princípios da Carta.

Compromisso 9: coalização de filantropos pelo clima

O ANÚNCIO

Lançamento de uma coalizão de filantropos e de governos para acelerar o pleno desenvolvimento das energias renováveis e do seu armazenamento, lutar contra a poluição do ar e desenvolver modelos agrícolas resistentes às mudanças climáticas.

EM QUE PÉ ESTAMOS?

Atualmente, 16 filantropos e 4 Estados (França, Canadá, Reino Unido e Alemanha) compõem a coalizão. Foram criados quatro grupos de trabalho voltados para as energias renováveis no Sudeste Asiático, para a qualidade do ar, para a agricultura e para o financiamento em parceiras público-privadas. Neles a AFD desempenha ativo papel.

AS PRÓXIMAS ETAPAS

Os esforços dos diferentes grupos de trabalho continuarão, notadamente por meio da implementação de projetos e de financiamentos que tenham demonstrado a sua viabilidade em projetos-piloto. Outros governos e fundações filantrópicas poderão em breve aderir à coalizão.

Compromisso 10: facilité biodiversidade

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Na Cúpula One Planet de Nairóbi, em 14 de março de 2019, a AFD anunciou a criação da Facilité Biodiversidade para o ano de 2019, a fim de apoiar 16 países na elaboração das respectivas contribuições nacionais para a 15ª Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD), a ser realizada em 2020 em Pequim. Em outros termos, trata-se de acompanhar estes Estados na criação de planos de proteção da biodiversidade em seus territórios.

Dotado de 10 milhões de euros, o plano será implantado em colaboração com as ONGs WWF e UICN, especializadas na proteção dos seres vivos.

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O conteúdo desta publicação é de responsabilidade exclusiva da AFD, e não implica a responsabilidade da União Europeia.

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