Partilhe a página
Perguntas mais frequentes
Todas as respostas às suas perguntas sobre o grupo AFD
Qual é o papel do grupo Agence Française de Développement (AFD)? Como ele é financiado? Quem beneficia das suas ações? Todas as respostas às “perguntas mais frequentes” sobre o nosso Grupo podem ser encontradas aqui.
Para compreender o papel da AFD
Em resumo
A Agence Française de Développement é o banco público de desenvolvimento da França. Ela é um instrumento da política francesa de parcerias internacionais. Financia investimentos de longo prazo que atendem às necessidades de seus parceiros e reforçam os interesses estratégicos da França e da Europa. Sua atuação também inclui o desenvolvimento dos territórios franceses ultramarinos.
Fundada em 1941 por iniciativa do general de Gaulle, a Agence Française de Développement é o banco público de desenvolvimento da França. Na qualidade de instrumento da política francesa de parcerias internacionais, ela atua de acordo com as prioridades definidas pelo Estado e em articulação com as embaixadas, financiando investimentos de longo prazo que respondem tanto aos desafios de desenvolvimento dos parceiros com os quais o grupo AFD coopera, quanto aos interesses estratégicos da França e da Europa. Em nome do Estado, ela também destina recursos ao desenvolvimento dos territórios franceses ultramarinos.
O grupo AFD reúne três entidades complementares: a AFD, banco público de desenvolvimento da França que financia principalmente o setor público e as organizações da sociedade civil no exterior e nos territórios ultramarinos; a Proparco, instituição francesa de financiamento do desenvolvimento (IFD) dedicada ao setor privado; e a Expertise France, agência pública de cooperação técnica, que tem como missão fortalecer as políticas públicas dos países parceiros.
O Grupo atua em áreas muito concretas: acesso à água e à energia, saúde, educação, transportes, agricultura, geração de empregos de qualidade, apoio às empresas, compromisso com o clima e proteção da biodiversidade, além de iniciativas em favor da paz, da estabilidade e da segurança. Ele atua em estreita colaboração com as entidades públicas, os governos locais, as empresas, as associações e as populações envolvidas.
Os projetos financiados e implementados pelo grupo AFD devem atender a três objetivos: gerar resultados concretos para os parceiros apoiados, contribuir para os interesses da França e alinhar-se a um modelo financeiro responsável e sustentável.
Em resumo
A França financia projetos de desenvolvimento no exterior movida pela solidariedade, mas também para proteger os franceses diante de desafios que ultrapassam as fronteiras, como clima, saúde, segurança e estabilidade, para defender suas prioridades diplomáticas e para criar oportunidades econômicas para as empresas francesas.
Porque parte dos desafios que afetam diretamente a França não se limita às suas fronteiras. As mudanças climáticas, as epidemias, as crises alimentares, a instabilidade política ou os deslocamentos forçados têm efeitos que ultrapassam os países onde surgem.
A França investe, portanto, no cenário internacional para prevenir crises, apoiar projetos úteis às populações beneficiárias e construir parcerias duradouras. Essa política persegue simultaneamente objetivos de solidariedade, de estabilidade, de proteção dos bens comuns mundiais e de cooperação econômica, científica e diplomática.
A AFD é um dos instrumentos utilizados pelo Estado para implementar essas prioridades. Ela atua a pedido dos parceiros, dentro de uma estrutura definida pelas autoridades públicas francesas e em cooperação com as embaixadas.
Em resumo
A solidariedade e os interesses da França são complementares. A atuação do grupo AFD busca um triplo benefício: resultados para os parceiros, benefícios para a França e um modelo financeiro sustentável.
O grupo AFD atua a serviço das prioridades definidas pelo Estado. Ao investir no combate às mudanças climáticas, na biodiversidade, na saúde global, na estabilidade das regiões vizinhas ou ainda no desenvolvimento econômico, ele contribui para prevenir crises cujas consequências dizem respeito diretamente aos franceses.
Sua ação também reforça as parcerias da França com numerosos países e favorece a projeção de seu know-how, de suas empresas, de seus governos locais, de suas universidades e de sua expertise pública. Ela contribui assim para a influência da França e para a defesa de seus interesses em um mundo cada vez mais interdependente.
O grupo AFD também gera benefícios econômicos para o país. Seus financiamentos mobilizam empresas francesas, que geraram 12 bilhões de euros em retorno econômico entre 2020 e 2025. A título de exemplo, a Poma, líder mundial em transporte por cabo, atua em linhas de teleféricos em Medellín, na Colômbia. A Suez Consulting trabalha atualmente no plano de ação climática de Brazzaville, na República do Congo, financiado pela AFD por meio do Ciclia.
Os financiamentos da AFD também apoiam o emprego, já que as organizações da sociedade civil francesas empregam 50 mil pessoas na França, além de fomentar a inovação e contribuir para o desenvolvimento dos territórios ultramarinos.
Por fim, o Grupo atua segundo um modelo financeiro sustentável, que lhe permite financiar suas ações de forma contínua e repassar todos os anos uma parte de seus resultados ao Estado.
Em resumo
A AFD não atua sozinha: suas missões, prioridades e projetos se inserem em um quadro definido pela lei e pelo Estado e estão sujeitos a regras de governança, de análise e de controle.
As missões do grupo AFD são definidas pela lei e pelo Código Monetário e Financeiro. A AFD e suas subsidiárias exercem uma missão permanente de interesse público: elas contribuem para a política de desenvolvimento do Estado francês no exterior e para o desenvolvimento dos territórios franceses ultramarinos.
As prioridades são definidas pelos poderes públicos. Elas se baseiam, em particular, na lei de 4 de agosto de 2021, nas decisões do Conselho Presidencial para Parcerias Internacionais (CPPI), do Comitê Interministerial da Cooperação Internacional e do Desenvolvimento (CICID), nas orientações dos ministérios de supervisão e no Contrato de Objetivos e Meios (COM) firmado com o Estado. Nos países parceiros, as estratégias também são coordenadas com as embaixadas.
Os compromissos internacionais da França, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris, também constituem referências. Cada projeto deve, por fim, respeitar as regras internas da AFD em matéria financeira, jurídica, ambiental, social e de conformidade.
Em resumo
As equipes da AFD asseguram a conformidade, a viabilidade e a eficácia dos projetos. Todos os financiamentos são então submetidos à aprovação do conselho de administração, composto por representantes do Estado, do Parlamento e da sociedade civil.
Um projeto não é decidido por uma única pessoa. Ele nasce de uma necessidade identificada com um parceiro e deve se alinhar às prioridades da França, do país em questão e, quando aplicável, da União Europeia ou de outro cofinanciador.
As equipes da AFD avaliam o projeto: elas analisam sua utilidade, sua viabilidade, seu financiamento, a capacidade do parceiro de implementá-lo, os riscos ambientais e sociais, as questões de conformidade e os resultados esperados. Dessa forma, elas preparam um dossiê completo para o órgão responsável pela decisão.
O financiamento é então aprovado pelo órgão competente, de acordo com sua natureza e seu montante: conselho de administração, comitê especializado ou diretor-geral atuando por delegação do conselho de administração. O conselho de administração inclui representantes do Estado e quatro parlamentares.
Em resumo
Cabe ao Estado estabelecer a missão e as prioridades do grupo AFD. A AFD é controlada em vários níveis: por seus órgãos supervisores, por seu conselho de administração, pelo Parlamento, pelo Tribunal de Contas, por seus mecanismos de auditoria e de conformidade, assim como pela avaliação de seus projetos.
A AFD está sujeita a controles em múltiplos níveis. Ela opera sob a supervisão do Estado, exercida principalmente pelos ministérios encarregados do desenvolvimento, da economia e dos territórios ultramarinos. Seu conselho de administração aprova sua estratégia, suas contas, seus riscos e as principais operações que estão sob sua competência.
Como sociedade de financiamento, a AFD está sujeita a um rigoroso controle do regulador bancário, especialmente no que diz respeito à gestão de riscos, à rastreabilidade de seus financiamentos e às medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
Sua atividade é examinada de forma independente e muito frequente pelo Parlamento, pelo Tribunal de Contas, pelos auditores e pelos órgãos de inspeção competentes. Os projetos são acompanhados continuamente pelas equipes da AFD em campo, passam por auditorias financeiras sistemáticas, por balanços exaustivos realizados pelas equipes operacionais ao final de cada projeto e por avaliações. A AFD dispõe também de mecanismos de transparência e de denúncia.
Para compreender os financiamentos da AFD
Em resumo
A atividade financeira do grupo AFD é constituída em 90% por empréstimos, financiados por captações realizadas nos mercados financeiros. Os reembolsos e os juros pagos pelos tomadores sustentam esse modelo, enquanto a AFD transfere anualmente uma parte de seu resultado ao Estado.
A maior parte dos recursos mobilizados para conceder empréstimos, isto é, o dinheiro emprestado pela AFD, provém dos mercados financeiros: cerca de 90% são captados por meio de emissões de títulos. Esses empréstimos não têm impacto sobre a dívida pública francesa e são integralmente reembolsados graças aos pagamentos de amortização e aos juros pagos pelos tomadores de empréstimos da AFD.
A AFD mobiliza também recursos de terceiros junto a parceiros internacionais para financiar seus projetos. Em 2025, foram delegados 500 milhões de euros em subvenções, principalmente pela União Europeia (83%), mas também pelo Fundo Verde para o Clima, pela Parceria Global para a Educação e por outros parceiros.
De forma bastante minoritária, o Estado também aporta recursos orçamentários. Esses recursos destinam-se, sobretudo, a financiar doações e assistência técnica, possibilitar que a AFD conceda determinados empréstimos em condições mais favoráveis (bonificações) e fortalecer seus fundos próprios.
Os reembolsos e os juros pagos pelos tomadores de empréstimos contribuem para sustentar o modelo financeiro da AFD. Os montantes comprometidos pela AFD não correspondem, portanto, a uma soma equivalente retirada todos os anos do orçamento do Estado.
A contribuição orçamentária do Estado deve ser considerada em relação a um retorno financeiro regular: todos os anos, a AFD repassa ao Estado uma parte de seus resultados sob a forma de dividendos. Em 2025, o grupo AFD apresentou um resultado líquido de 417 milhões de euros. Foram transferidos ao orçamento do Estado pouco mais de 104 milhões de euros, correspondentes a 25% do resultado, com aumento expressivo nos últimos anos.
Em resumo
A AFD representa para o orçamento do Estado um custo significativamente inferior ao montante dos financiamentos que concede, já que cerca de 90% de seus empréstimos são financiados pelos mercados financeiros. Em 2026, os recursos orçamentários destinados à AFD corresponderam a aproximadamente 0,07% de todas as despesas públicas do Estado e das administrações públicas. Graças à sua capacidade de autofinanciamento, a AFD consegue arcar sozinha com a totalidade de seus custos operacionais.
Os financiamentos concedidos pelo Grupo não correspondem ao montante aportado pelo Estado: cerca de 90% de sua atividade de empréstimos é financiada por captações nos mercados, posteriormente reembolsadas pelos clientes da AFD.
Os créditos orçamentários destinados à AFD, previstos na lei de finanças de 2026, representam cerca de 0,07% do total das despesas públicas do Estado e das administrações públicas em 2026 (fonte: legifrance.gouv.fr). Eles financiam principalmente doações em favor dos países mais pobres e projetos implementados por organizações da sociedade civil, além de apoiar atividades de expertise, certas garantias, empréstimos concedidos em condições muito vantajosas destinados aos países mais vulneráveis (bonificações) e os aportes necessários para assegurar a solidez financeira da instituição. Esse valor deve ser confirmado todos os anos na lei orçamentária. Além disso, a AFD financia integralmente seus custos operacionais graças às receitas de sua atividade, em especial pela tarifação dos empréstimos que concede.
Em resumo
Os empréstimos são reembolsados pelos tomadores. Graças a esse modelo, o grupo AFD consegue financiar continuamente novos projetos voltados às prioridades definidas pelo Estado.
Sim, com juros. As condições variam conforme o país, o beneficiário e a natureza do projeto: alguns empréstimos são concedidos em condições de mercado; outros recebem condições mais favoráveis, como prazos mais longos ou taxas reduzidas.
Como qualquer instituição financeira, a AFD avalia a capacidade de reembolso do tomador antes de conceder o empréstimo. Em seguida, ela acompanha a execução e constitui provisões para cobrir eventuais riscos.
Um empréstimo não deve, portanto, ser confundido com uma doação. O montante emprestado não é uma despesa definitivamente transferida: ele gera um crédito que deve ser reembolsado.
Em resumo
A França não concede novos empréstimos soberanos quando existe o risco de que eles agravem o sobre-endividamento de um país. Os financiamentos são adaptados conforme a situação específica de cada parceiro.
Quando um Estado contrai um empréstimo, esse valor passa a integrar sua dívida pública. É preciso, portanto, assegurar previamente que essa dívida permaneça sustentável e que o investimento financiado gere benefícios duradouros. A AFD não concede empréstimos aos Estados sem antes examinar a capacidade do país de reembolsá-los, apoiando-se nos trabalhos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, por um lado, e nos da OCDE, por outro. As condições de financiamento são adaptadas à situação do país, à natureza do projeto e ao nível de risco.
A França aplica, além disso, uma regra denominada “doutrina de endividamento sustentável”. A AFD só autoriza a concessão de novos empréstimos soberanos a países de baixa renda se o FMI e o Banco Mundial considerarem que apresentam baixo risco de sobre-endividamento, ou se apresentarem risco moderado de sobre-endividamento e tiverem implementado, em conjunto com o FMI, um programa de estabilização econômica. A concessão de novos empréstimos soberanos é proibida em países de baixa renda que apresentem alto risco de sobre-endividamento, assim como em regiões onde a OCDE considera que o nível de risco é máximo. Nessas situações, são privilegiadas doações ou outros instrumentos, respeitadas as regras e exceções estabelecidas pelo Estado.
Em resumo
Os financiamentos do grupo AFD podem beneficiar Estados e governos locais, mas também entidades públicas, bancos, empresas privadas ou organizações da sociedade civil, conforme os projetos. Isso significa que os recursos não são necessariamente destinados ao orçamento geral de um Estado.
Segundo os projetos, os financiamentos e os programas de cooperação técnica do grupo AFD podem beneficiar Estados, governos locais, entidades públicas, bancos de desenvolvimento, instituições financeiras ou ainda organizações da sociedade civil.
No âmbito do Grupo, a Proparco é responsável pelo financiamento e pelo apoio ao setor privado, enquanto a Expertise France implementa programas de cooperação técnica em benefício de atores públicos, da sociedade civil e também do setor privado.
Em resumo
O controle não se limita à aprovação do financiamento. Ele acompanha toda a duração do projeto.
A AFD controla rigorosamente o bom uso da totalidade dos financiamentos que implementa, em conformidade com as disposições aplicáveis ao setor bancário.
As condições de utilização dos fundos são definidas nos contratos de financiamento. Os desembolsos podem ser realizados em várias etapas e condicionados ao andamento do projeto, à apresentação de comprovantes ou ao cumprimento de compromissos específicos.
Durante a realização, as equipes da AFD acompanham a execução técnica e financeira. Podem ser realizados auditorias, controles documentais ou presenciais e avaliações. Os contratos financiados devem respeitar regras de contratação e de integridade.
A AFD aplica também procedimentos de combate à fraude, à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Em caso de anomalia grave ou de descumprimento dos compromissos, o desembolso pode ser suspenso e medidas corretivas podem ser exigidas.
Para compreender as prioridades da AFD
Em resumo
O grupo AFD é um ator importante no financiamento do desenvolvimento dos territórios franceses ultramarinos. O grupo apoia os governos locais, as empresas e os atores públicos em seus investimentos voltados para o desenvolvimento econômico, a transição ecológica e a melhoria das condições de vida dos 2,9 milhões de habitantes.
A legislação confere à AFD a missão de apoiar o desenvolvimento dos territórios franceses ultramarinos. Ela financia especialmente os governos locais, os serviços de saúde, as empresas e investimentos em setores essenciais como habitação, água, saneamento, transportes e transição energética.
Essas populações enfrentam restrições particulares: afastamento, insularidade, alto custo das infraestruturas, exposição a desastres naturais e às mudanças climáticas. Os financiamentos de longo prazo da AFD permitem apoiar investimentos essenciais, fortalecer a atividade econômica e acelerar a transição ecológica.
A AFD contribui também para a integração regional das populações ultramarinas, favorecendo cooperações com os países vizinhos em temas comuns como saúde, oceanos, energia, biodiversidade ou gestão de riscos de desastres.
Em resumo
Nos países emergentes, o grupo AFD articula os financiamentos da AFD, os investimentos da Proparco e a competência técnica da Expertise France para enfrentar os desafios do desenvolvimento e as grandes questões globais, fortalecendo simultaneamente as parcerias da França.
Os países emergentes desempenham um papel importante na economia mundial e concentram uma parte significativa da população global e das emissões de gases de efeito estufa. As decisões tomadas nesses países têm, portanto, consequências diretas sobre desafios que ultrapassam suas fronteiras, como o clima, a biodiversidade, a saúde global e a estabilidade econômica.
Nesses países, o grupo AFD mobiliza diferentes instrumentos conforme as necessidades. A AFD financia principalmente investimentos públicos, sobretudo por meio de empréstimos reembolsáveis. A Proparco apoia as empresas e as instituições financeiras privadas em seus projetos, especialmente em favor do clima, da biodiversidade e da redução das desigualdades. A Expertise France implementa programas de cooperação técnica e de intercâmbio de conhecimento com os atores locais, que também enriquecem os atores públicos franceses envolvidos. Essa complementaridade permite acompanhar um mesmo objetivo sob vários ângulos: financiamento, investimento privado e compartilhamento de conhecimentos.
Essas ações permitem à França reforçar suas parcerias com países que desempenham um papel importante no plano econômico e estratégico, e trabalhar com eles em prioridades comuns, como o clima, a saúde ou o combate ao crime organizado. Elas podem também criar oportunidades para as empresas, os governos locais e os atores da expertise francesa. As modalidades de atuação são adaptadas à situação de cada país e às prioridades fixadas pelo Estado.
Em resumo
Na Ucrânia e na Moldávia, o grupo AFD mobiliza suas três áreas de atuação: financiamento público, investimento privado e cooperação técnica para fortalecer a resiliência das economias e das instituições, apoiar o processo de aproximação com a União Europeia e contribuir para a estabilidade da vizinhança europeia, um desafio estratégico para a França e para a Europa.
Diante de tensões geopolíticas crescentes, o grupo AFD atua para fortalecer a resiliência dos países na fronteira oriental da União Europeia, em meio às prioridades europeias e aos seus desafios internos. O compromisso da França reflete uma dupla vontade: apoiar suas reformas e consolidar a estabilidade regional.
Na Ucrânia, a AFD atua principalmente junto aos governos locais para restaurar as infraestruturas e os serviços essenciais afetados pela guerra: água e saneamento, transportes urbanos, saúde e instalações municipais. A Expertise France mobiliza uma equipe de 80 colaboradores, com recursos franceses e europeus, para apoiar especialmente as reformas ligadas ao processo de pré-adesão à União Europeia nas áreas de justiça e de governança financeira, o atendimento às vítimas da guerra e a preparação da reconstrução. Essas atividades envolvem numerosas instituições francesas, como o Tribunal de Contas e também o Ministério da Justiça. Por sua vez, a Proparco investe em empresas ucranianas inovadoras a fim de estimular a atividade econômica, apesar do contexto de guerra.
Na Moldávia, o grupo AFD tornou-se o principal parceiro na implementação do plano de crescimento da União Europeia para o país, financiando infraestruturas críticas, apoiando o combate à corrupção e contribuindo para o acolhimento de refugiados ucranianos por meio de apoio à ONG Solidarités International.
As ações do grupo AFD são conduzidas em coerência com as prioridades da União Europeia. O grupo contribui para a implementação da iniciativa Global Gateway, mobilizando suas três áreas de atuação — financiamento público, investimento privado e cooperação técnica — a serviço de projetos de desenvolvimento sustentável das transições.
Em resumo
Na Argélia, o grupo AFD contribui para a implementação dos compromissos da França, em especial no âmbito da parceria renovada entre a França e a Argélia, em favor de uma economia sustentável, inclusiva e de baixo carbono. Desde 2005, nenhum novo empréstimo foi concedido ao Estado argelino, que continua a reembolsar todos os anos os financiamentos contratados anteriormente junto à AFD.
Assim como em todo o Mediterrâneo, o grupo AFD — AFD, Expertise France e Proparco — contribui para a implementação dos compromissos da França, especialmente no âmbito da parceria renovada entre a França e a Argélia em favor de uma economia sustentável, inclusiva e de baixo carbono.
Na Argélia, a AFD apoia atualmente diversos projetos, principalmente no campo da cooperação técnica, além de iniciativas associativas e projetos conduzidos em escala regional.
Os valores contabilizados pela OCDE a título da ajuda pública ao desenvolvimento (APD) francesa na Argélia não correspondem a repasses da AFD ao governo argelino. Desde 2005, nenhum novo empréstimo foi concedido ao Estado argelino, que continua a reembolsar anualmente os financiamentos contratados anteriormente junto à AFD. Grande parte das ações atualmente em curso conta, além disso, com financiamento da União Europeia.
A ação do grupo AFD se organiza em torno de quatro prioridades: fortalecer o capital humano, apoiando as finanças públicas e a pesquisa e inovação; apoiar a transição energética e a descarbonização; diversificar a economia, em particular por meio do desenvolvimento das economias azul e circular; e preservar os ecossistemas.
Por meio dessas ações, o grupo AFD contribui para reduzir a dependência dos hidrocarbonetos, apoiar o emprego sustentável e promover um desenvolvimento territorial mais equilibrado e eficiente.
Em resumo
Combater as mudanças climáticas no exterior é também proteger os franceses, suas regiões, sua saúde, sua agricultura e suas infraestruturas.
Porque suas consequências afetam diretamente as populações e as economias. Secas, inundações, elevação do nível do mar, degradação dos solos ou escassez de água fragilizam as infraestruturas, a agricultura, a saúde e a atividade econômica.
A AFD financia, portanto, projetos que reduzem as emissões, protegem os ecossistemas e ajudam as comunidades a enfrentar as mudanças já em curso. Podem ser projetos de transportes coletivos, de energia, de água, de proteção das florestas, de renovação de infraestruturas ou de prevenção de desastres.
Essa ação concretiza os compromissos assumidos pela França, especialmente no âmbito do Acordo de Paris. Ela também responde a um interesse direto para os franceses: limitar o agravamento das mudanças climáticas contribui para proteger a saúde, a agricultura, os litorais, as infraestruturas e os territórios ultramarinos, particularmente expostos.
Em resumo
Reduzir as desigualdades entre mulheres e homens significa ampliar o acesso ao emprego, ao financiamento e aos serviços essenciais. É uma poderosa ferramenta de desenvolvimento econômico.
Porque as desigualdades entre mulheres e homens limitam o acesso de uma parte da população à educação, ao emprego, ao financiamento, aos cuidados de saúde e à propriedade. Elas freiam o desenvolvimento econômico, reduzem o potencial de atividade e podem agravar a pobreza e as violências.
A política francesa de desenvolvimento exige, portanto, que seus operadores considerem a igualdade entre mulheres e homens em seus projetos. Concretamente, isso pode significar facilitar o acesso das mulheres ao crédito e ao emprego, tornar os transportes mais seguros, melhorar o acesso aos cuidados de saúde, apoiar a escolarização das meninas ou ainda prevenir as violências.
O objetivo é garantir que o projeto beneficie realmente toda a população. Favorecer o acesso das mulheres ao emprego, ao empreendedorismo e aos serviços financeiros constitui também um motor de crescimento e de desenvolvimento econômico.
Em resumo
O desenvolvimento também depende de serviços públicos eficazes, de instituições sólidas e de competências. É por isso que o grupo AFD combina financiamentos, investimentos privados e cooperação técnica.
O desenvolvimento sustentável não se baseia apenas em infraestruturas ou no crescimento econômico. Ele pressupõe sistemas de saúde capazes de responder às crises, uma educação de qualidade para formar as gerações futuras e instituições públicas capazes de fornecer serviços essenciais, gerir as finanças públicas e conduzir as políticas públicas.
Investir nesses setores contribui para melhorar concretamente as condições de vida das populações, reforçar a estabilidade dos países e prevenir crises cujas consequências podem afetar a França, sejam elas pandemias, conflitos ou migrações forçadas.
Para responder a esses desafios, o grupo AFD mobiliza diversos instrumentos complementares. A AFD financia os investimentos públicos e os projetos conduzidos pela sociedade civil. A Proparco apoia o desenvolvimento das empresas privadas. A Expertise France oferece apoio técnico para fortalecer de forma duradoura as políticas públicas dos países parceiros. Essa complementaridade permite alcançar resultados duradouros.
Para compreender os critérios de escolha e os resultados dos projetos
Em resumo
Os projetos financiados pela AFD não são escolhidos ao acaso. Eles devem atender às prioridades da França e de seus parceiros, gerar resultados concretos e garantir o uso responsável dos recursos públicos, antes de serem aprovados segundo as regras de governança do Grupo.
Todos os projetos apoiados pelo grupo AFD articulam três exigências:
- Impacto duradouro para os parceiros: criar benefícios concretos para as populações, os territórios e o meio ambiente
- Contribuição para os interesses compartilhados: atender às prioridades de desenvolvimento de nossos parceiros, alinhando-se às prioridades da França e da Europa
- Modelo de intervenção sustentável: mobilizar nossos recursos de maneira responsável para assegurar a continuidade de nossa ação ao longo do tempo
Um projeto deve, portanto, responder a uma necessidade identificada com o parceiro e estar inserido nas prioridades definidas pela França. Ele é então examinado sob vários ângulos: utilidade, viabilidade técnica, custo, financiamento, capacidade do gestor do projeto de realizá-lo e resultados esperados.
A AFD também avalia os riscos antes de qualquer decisão: consequências ambientais e sociais, sustentabilidade financeira, questões jurídicas, integridade dos parceiros e condições de contratação.
O financiamento é então submetido ao órgão competente, conforme as regras de governança do grupo AFD. A decisão pode ser acompanhada de condições a serem cumpridas antes do primeiro desembolso ou durante a execução do projeto.
Em resumo
Para garantir a eficácia de suas ações, a AFD aprimora sua metodologia de mensuração de resultados e impactos concretos de todos os projetos, produz relatórios de cada projeto finalizado e realiza avaliações aprofundadas em aproximadamente metade deles.
Antes de financiar um projeto, a AFD define objetivos, resultados de desenvolvimento esperados e indicadores mensuráveis para poder verificar os progressos realizados. Durante sua execução, a AFD acompanha o andamento do projeto, os indicadores de resultados, as despesas realizadas e as dificuldades encontradas junto ao parceiro. Ao ser concluído, cada projeto é sistematicamente objeto de um balanço interno sobre os recursos mobilizados, as realizações e os resultados obtidos.
O Grupo AFD reforça progressivamente o acompanhamento dos resultados e dos impactos de seus projetos em todos os setores, utilizando indicadores que permitem objetivar os resultados obtidos. Cerca de 50% dos projetos concluídos são, além disso, objeto de uma avaliação aprofundada e independente. Em 2023 e 2024, mais de 250 projetos foram avaliados. Essas avaliações são, em sua maioria, confiadas a consultorias externas ou conduzidas por especialistas que não participaram da implementação do projeto.
Os resultados e os aprendizados obtidos com essas avaliações permitem melhorar os projetos seguintes, assegurar que os recursos financeiros mobilizados maximizem o impacto alcançado e garantir que os recursos mobilizados produzam os efeitos esperados. Os documentos de avaliação que podem ser tornados públicos são disponibilizados no site da AFD.
Em resumo
A mensuração de resultados e impactos vai além dos recursos aplicados ou das obras realizadas, buscando identificar mudanças concretas e duradouras para as populações.
Um projeto funciona quando atinge, total ou parcialmente, os objetivos definidos no início e quando os resultados podem perdurar ao longo do tempo. Construir uma infraestrutura não é suficiente: é preciso também verificar se ela é utilizada, mantida e se de fato melhora o serviço prestado e as condições de vida das populações.
Os indicadores de resultados variam de acordo com os projetos. Eles podem medir, por exemplo, o número de pessoas conectadas à rede de água, o acesso a melhores serviços de saúde, a utilização de um transporte coletivo, os empregos criados, o fortalecimento das explorações agrícolas, as emissões evitadas, o aumento das receitas de um governo local ou ainda a melhoria do acesso ao crédito.
As avaliações levam em conta os efeitos imprevistos, sejam eles positivos ou negativos. Elas podem concluir que um projeto atingiu seus objetivos, que os atingiu apenas em parte ou que certas hipóteses iniciais precisam ser revistas.
A medição, o acompanhamento e a coleta dos resultados e dos impactos permitem ao grupo AFD saber concretamente o que seus financiamentos produzem e melhorar suas ações. Essa abordagem também contribui para a transparência no uso dos financiamentos públicos. Os resultados e as explicações associadas estão disponíveis em nosso Portal de Impactos.
Em resumo
A AFD não se limita a financiar um projeto: ela acompanha sua implementação, controla a utilização dos recursos e pode intervir quando os resultados ou as condições do financiamento não são respeitados. Ao final, cada projeto passa por uma avaliação destinada a medir seus resultados e impactos.
Após o início de um projeto, um sistema de monitoramento e avaliação é implementado pelo responsável pela execução, o gestor do projeto, para permitir que ele conduza a implementação de sua iniciativa.
As equipes da AFD, por sua vez, acompanham o andamento por meio de relatórios enviados pelos responsáveis pela execução, de missões de supervisão em campo e de auditorias técnicas e financeiras realizadas por consultores externos. Em particular, os projetos são submetidos a auditorias que permitem assegurar a boa gestão da conta do projeto ou a utilização dos fundos em conformidade com os termos do contrato.
Dificuldades podem surgir durante a execução: atrasos, aumento de custos, mudanças políticas, problemas técnicos ou capacidade insuficiente do parceiro. A AFD pode então solicitar um plano de ação, modificar o cronograma, reforçar seu acompanhamento ou reorientar certas atividades para permitir que o projeto alcance seus objetivos.
Se as condições do financiamento não forem respeitadas, os desembolsos podem ser suspensos. Nos casos mais graves, o financiamento pode ser interrompido conforme as cláusulas previstas no contrato.
Durante a implementação, se necessário, em avaliações de meio-termo ou in itinere, ou ao final do projeto, a avaliação permite identificar as causas dos desvios e extrair aprendizados. Reconhecer as dificuldades e documentá-las faz parte da responsabilidade de uma instituição de desenvolvimento.
Em resumo
Entre 2020 e 2025, um em cada dois projetos financiados pelo grupo AFD beneficiou uma empresa francesa, representando quase 12 bilhões de euros em benefícios econômicos diretos para as empresas francesas. Esses projetos contribuem para a internacionalização das empresas francesas e para a projeção de sua expertise em áreas estratégicas. Os impactos econômicos vão além dos contratos atribuídos, graças à melhoria do clima de negócios e ao efeito de vitrine proporcionado pelos projetos financiados.
Sim. Os projetos financiados pelo grupo AFD contribuem para a projeção da expertise francesa no cenário internacional e geram impactos econômicos significativos para as empresas francesas.
Entre 2020 e 2025, um em cada dois projetos financiados (49%) beneficiou uma empresa francesa. A metade restante se dividiu entre empresas locais (26%), empresas estrangeiras (15%) e empresas europeias (10%).
Durante esse período, os financiamentos do grupo AFD geraram cerca de 12 bilhões de euros em benefícios econômicos diretos para as empresas francesas. Esses contratos dizem respeito, sobretudo, a setores nos quais a França possui um know-how reconhecido, como engenharia, transportes, água, energia, tecnologia digital, saúde e também serviços.
Desde 2019, a Engie vem desenvolvendo dois parques eólicos e quatro usinas solares fotovoltaicas no México. Em Uganda, a Sogea-Satom e a Suez estão reestruturando a rede de distribuição de água potável.
Além dos contratos diretamente atribuídos, os financiamentos do Grupo criam oportunidades econômicas duradouras para as empresas francesas. Ao apoiar a melhoria da governança pública, do ambiente de negócios e dos marcos regulatórios nos países parceiros, o grupo AFD promove um cenário mais estável para os investimentos e para o desenvolvimento das trocas econômicas.
Os projetos financiados pela AFD também permitem que as empresas francesas se posicionem em novos mercados. Obter uma primeira referência em um projeto financiado pelo grupo AFD costuma ser um fator decisivo para conquistar outros contratos, inclusive fora do escopo da ajuda ao desenvolvimento.
Os contratos, no entanto, não são automaticamente reservados às empresas francesas. A França aplica o princípio da ajuda não vinculada, e os contratos são atribuídos de acordo com as regras de licitação aplicáveis, dentro de um ambiente competitivo e transparente. O desafio, portanto, é permitir que as empresas francesas — especialmente as pequenas e médias (PME) e as de porte intermediário (ETI) — tenham melhor acesso às informações sobre os projetos e possam apresentar propostas competitivas, ajustadas às necessidades dos parceiros.